ACASO, DESTINO OU PROFECIA?

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Se tem uma palavra que define  o meu relacionamento com o Bruno é furacão, foi assim de repente como uma avalanche que chega sem avisar e sai arrastando tudo que encontra pela frente. Até hoje, nas nossas rotineiras conversas antes de dormir, ficamos impressionados com como as coisas aconteceram. Foi tudo tão casual, tão inesperado que é difícil ser cético numa hora dessas, não da pra saber se a força maior foi o destino, ou obra de Deus, ou se de alguma forma já estava escrito que iriamos nos encontrar e reencontrar.

Era uma daquelas noites de sábado que você só quer sair com sua melhor amiga e curtir uma balada sem preocupações. Quando chegamos na tal balada fomos direto ao bar, e por uma obra do acaso, me deparei com ele de costas, interagindo com amigos que eu nem fazia ideia de quem eram, e que hoje são pessoas presentes na vida da minha família. Claro que eu o cumprimentei, mas naquela altura nem imaginava que naquele momento estávamos começando algo maior do que nós mesmos.

Como eu posso descrever essa noite? Musica alta, lugar lotado, iluminação escassa, muito álcool e gargalhadas sem fim. Não tinha como dar em outra, nos beijamos como o roteiro já previa, e como num filme a música foi ficando distante, as conversas ao redor não faziam sentido, o calor subia pela costa e a nuca aquecida causava uma cosquinha agradável. Parece que o beijo se estendia pela eternidade, nem um de nós estava disposto a abrir mão daquele momento. Mas, algo estava estranho, um desconforto no meu estômago estava começando a incomodar, eu já não estava mais prestando atenção em mim e como um geiser, toda aquela bebida colorida veio a tona! Ainda bem que deu tempo de virar pro outro lado! #ecaah!

O Outro dia foi um clássico, a ressaca batia pesado, a vontade de passar o resto da vida deitada era visível. Assim como as lembranças da noite anterior, como a curiosidade sobre o que estava por vir, e toda a expectativa que estava sobrevoando a situação. Passei o dia inteiro tentando recuperar meu corpo, acabei dando pouca atenção ao “protocolo dos encontros” e não liguei que ele nem tinha me dado sinal de vida no outro dia. Segunda feira chegou chegando, trabalho, faculdade, vida social e todas as cansativas atividades da vida adulta me fizeram lembrar que a tal da ligação ainda não tinha rolado, não sou do tipo de mulher que espera que liguem pra ela, mas eu não tinha nenhum contato dele, só ele tinha meu numero, por tanto esperei, e assim foi se passando os dias, terça, quarta, quinta feira chegou e eu já tinha desencanado da tal ligação.

Até que no meio da noite de quinta o telefone faz bip, e uma mensagem dele chega. Foi até engraçado, era quase que uma mensagem tímida, da que diz “oi :)” mas quer dizer “oi você ainda lembra de mim? Desculpe não ter ligado antes” , Aquilo aguçou meus instintos e pra não parecer muito frustrada respondi com um singelo ” e ai tudo beleza? ” , o pobre achou que eu estava dispensando-o, quando na verdade só estava descontando os dias de ansiedade. Quem  nunca né?

Daí pra frente, um dia era muito tempo pra ficarmos longe, vieram terças insanas, viagens de ultima hora, inúmeras piadas internas, uma gravidez inesperada, uma experiência hospitalar intensa, a certeza de que aquilo era amor, a construção do sentido real de família, a força da união na hora de superar os medos, a felicidade pela vitoria da nossa família, a rotina da vida a três e muita mas muitas alegrias… A história não acabou, na verdade ela não vai acabar nunca, ela se estende e cada dia é um novo episódio. Não importa em que você acredita, seja acaso ou destino ou profecia, alguma coisa maior rege as nossas vidas e ela nos deu essa missão. E nós vivenciamos essa experiencia cada dia com mais amor!

A PERFEIÇÃO DO IMPERFEITO

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Você não acha lindo aquele casal que completa a frase um do outro? Aquele casal que usa a mesma foto no perfil do facebook ou que muitas vezes cria um perfil único pra ambos? Você não acha o máximo aquele casal que fala das mesmas coisas, gosta das mesmas coisas, e são parecidos até fisicamente? Pois é, eu não!

Eu acredito na soma, soma de valores, de gostos, de experiências, de peculiaridades. Quantas e quantas vezes eu já não olhei para o Bruno e pensei (WTF?), e no segundo seguinte me apaixonei ainda mais? Quantas vezes fomos a uma festa ouvindo Pennywise e voltamos ouvindo Couer De Pirate ? E nossos amigos que digam quantas vezes já nos flagraram fervilhando numa discussão onde no fim nem um dos dois deu o braço a torcer, mas soubemos respeitar que pensamos diferentes.

Mas me respondam uma coisa, vocês conseguem ver mais desse tipo por ai? Não querendo dizer que somos um casal descolado ou algo do tipo, mas, olhando ao meu redor eu vejo cada vez menos gente se aventurando no desconhecido, todo dia surge um casal novo que ” completa ” um ao outro, quando na verdade deveriam ” transbordar ” um ao outro. Já me cansei de sentar em rodadas e ouvir as mesmas histórias, das mesmas pessoas com os mesmos argumentos e zzzZZzz. Ops, dormi!

Cadê o respeito a singularidade de cada um ? Em que me acrescenta alguém igual a mim? Relacionamentos não são fáceis, nunca foram e nunca serão. Seja uma amizade, um namoro, um casamento, ou até/principalmente fraternal. É biológico gente, genes diferentes geram proles mais fortes! O importante não é finalizar a frase do outro, é ter com quem conversar no fim do dia, e essa pessoa se interessar pelo que você está dizendo só porque você é importante pra ela.

Todos os dias as redes sociais explodem de casais se formando e separando tão rápido e fácil quanto trocar de sapatos, já que tudo que é de mais enjoa, e no final eles mal conseguem lembrar do próprio relacionamento já que não fizeram nada com aquela pessoa que não pudessem ter feito sozinhos. Então pare de buscar o perfeito e tente o imperfeito pra variar, desse jeito não haverá um dia se quer que você não irá se lembrar, pois todos os dias será uma descoberta, uma aventura. E no final das contas você vai ver que não precisou deixar de ir ao cinema com as amigas porque aquele filme não faz o gênero dele, e ele não precisou abrir mão do vídeo game com os amigos porque você não é de jogos.