BEM QUE MINHA MÃE ME DISSE

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Dentre os vários conselhos que a minha mãe já me deu, e por motivos de pouca idade eu decidi ignorar, eis aqui o mais certo de todos: Você só saberá o quanto eu lhe amo quando você se tornar mãe.

Vocês jamais me ouvirão dizendo que uma mulher só se torna completa quando se tornar mãe, simplesmente porque acho isso bulshit! Cada um faz as escolhas que lhe levarão à felicidade e mulheres não devem ser limitadas a seres que só servem pra procriação. ENTRETANTO confesso que me surpreendi com o amor que surgiu em mim depois que me tornei mãe.

Eu achava que já tinha vivido o amor, que ele era intenso como a minha personalidade exige que seja, mas me precipitei! E hoje eu sei exatamente o que a minha mãe quis dizer quando ela falava sobre amor, sobre não importar o quão irresponsáveis, bagunceiros e respondões nós eramos, ela sempre nos veria como as pessoas mais lindas do mundo.

E sabe, eu nem estou falando das horas amorzinhos que eu tenho com a Luna, falo das horas tensas mesmo. É quando ela se joga no chão frustrada, quando ela joga suco pela casa inteira, ou quando eu termino de arrumar a cômoda e ela puxa tudo pro chão, são nessas horas que eu vejo como o amor materno modifica uma pessoa. Eu nunca tive contato nenhum com criança e eu era até bem impaciente, mas foi eu me tornar mãe e saber que tudo isso faz parte de um processo maior.

É quando ela adoece e eu não consigo mais pensar em nada que não seja na sua recuperação e como eu queria estar no lugar dela. Por isso eu digo que hoje compreendo minha mãe muito melhor que ontem, e cada dia que passa me sinto mais próxima dela, mais presente, apesar da distância sinto que estamos cada vez mais unidas. Queria saber se vocês sentem a mesma coisa, se vocês passaram a entender ou até repetir o que a mãe de vocês faziam depois que se tornaram mães. Deixem aqui nos comentários; Beijos e até a próxima :**

PRIORIZE O SEU COMPROMISSO COM O AMOR A DOIS

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Numa dessas noites, depois que a Luna dormiu, eu e Bruno tivemos nossa rotineira hora do chamego. Sempre ficamos sentados na cama com a luz apagada, uma música legal de fundo e o céu escuro estampando a nossa janela. Conversamos sobre diversas coisas, o que rolou durante o dia, o que um leu e achou interessante, alguns planos e preocupações… E numa dessas noites conversamos sobre quão pouco vinhamos tirando um tempo pra nós dois.

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A rotina faz parte da vida de qualquer casal, e que muitas vezes quando nos incomodamos com ela é porque o relacionamento já não é o mesmo, mas quando se é apenas namorado as coisas tendem a ser mais práticas. A começar que basicamente vocês não moram juntos, ou seja, o ato de se ver já é um evento. Esse evento pode ser num cinema, num bar, num motel, num restaurante conceito ou num fast food da vida. Daí geralmente o que fica chato é só vocês sempre irem ao mesmo lugar, troca de lugar = problema resolvido, isso quando o problema é a rotina e não o relacionamento.

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Mas  quando você é casado ou mora com a pessoa, nem tudo é tão simples, ainda mais quando A ROTINA É DELICIOSA. Você simplesmente se entrega de corpo e alma, não se sente nem um pouco sufocado e consequentemente não acha que está faltando algo. Você simplesmente adora cada detalhezinho metódico e rotineiro do seu dia. E acaba não percebendo o caminho que está tomando, você simplesmente não sai de um loop de experiências repetitivas. Por mais que ficar em casa de chameguinho com a pessoa que você ama, assistindo netflix seja o MAXIMO, não vai ser essa a história que você vai contar para os seus netinhos.

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Quando você ama alguém de verdade, até um passeio no parque se torna algo extraordinário, assim como a rotina. Ficamos um bom tempo pensando e conversando sobre isso, sempre fico feliz em poder discutir sobre assuntos como esse de foma tão sadia com ele. É tão legal quando chegamos a uma conclusão juntos, e dessa vez concordamos em número gênero e grau.

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Adoramos ser os pais da Luna, amamos ser uma família, mas também precisamos ser namorados, precisamos sair como casal, precisamos priorizar o nosso compromisso como amantes, esquecer um pouco da nossa casa e ter uma experiências loucas por aí. Todo mundo precisa!

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Beijos e até a próxima :*

OS 5 POSTS MAIS ACESSADOS NO MÊS DE MARÇO

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Olá galera, Abril chegou maravilhosamente bem! Mas Março também foi um mês muito bom por aqui, conseguimos bater o recorde de visitas #uhul! Muitas coisas legais vão vim no mês de Abril, mas antes que tal dar uma reprisada no que rolou de legal no mês passado? Dá só uma olhada;

1 – SORVETES NO MEU VESTIDO

Voltamos com os Lookinhos divertidos, dessa vez Luna usou um vestido lindo com sorvetinhos. Comentei nesse post que tem sido cada vez mais difícil de fotografa-la e como cada vez mais ela tem perdido o rostinho de bebê, que vem dando lugar as feições de uma criança linda e saudável.

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2 – INSTA QUE AMAMOS @SDUPREBEMIS

Voltamos também com o insta que amamos, e dessa vez indicamos uma família beeem diferente, pra começar a mãe e a filha tem cabelos coloridos!

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3 – ACASO, DESTINO OU PROFECIA?

Não sei no que você acredita, mas nesse post eu  contei como aconteceu pra eu e Bruno nos tornarmos amantes, e com certeza alguma dessas palavrinhas, meio ~misticas~, irão estampar a história. O que você acha?

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4 – MENINAS NÃO AMADURECEM MAIS CEDO

Um dos temas que eu mais gosto de escrever é sobre comportamento, principalmente aqueles que nos fazem sair da nossa zona de conforto e pensar um pouco sobre nossas vidas, nesse post eu falei sobre a criação de nossas meninas, e como acabamos submetendo-as a certas situações desnecessárias.

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5 – DECORAÇÃO INFANTIL PRA SEGUIR NO INSTAGRAM

Decoração é sempre um assunto tão legal de falar, nesse post eu dei umas dicas de instas pra seguirem e se inspirarem na hora de decorar o quarto dos pequenos;

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Foi isso galera! Esses foram os posts mais lindos do mês de Março, obrigada por chegarem até aqui e vamos juntos preparar coisas legais pra esse mês lindo que chegou. Por favor, usem os comentários pra deixarem sugestão e dicas, o que vocês mais gostam de ver por aqui… Beijos e até a próxima :*

MENINAS NÃO AMADURECEM MAIS CEDO

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O médico da ultrasom disse que poderia ser menina, não dava pra ter certeza ainda, mas ele tinha quase certeza, meu coração transbordou com essa possibilidade, sempre quis ter uma filha, uma amiguinha, uma miniatura de mim. Logo me veio na cabeça as inúmeras situações e experiências que eu teria com ela, hahaha. Em uma conversa com a minha mãe, lembro dela dizer “preferia que fosse homem, sofre menos nesse mundo”. Aquilo me marcou, me magoou e me intrigou. Porque mulher veio a esse mundo pra sofrer mais que os homens? Fui fazendo uma analise das possíveis causas;

Fisicamente as mulheres sofrem mesmo mais que os homens, ainda bebê somos submetidas a um padrão social onde bebês do sexo feminino precisam ser mini mulheres, somos vestidas como verdadeiras árvores de natal independente da estação, furam nossas orelhas, nos enchem de acessórios, e ainda somos afetadas por olhares de aprovação e reprovação de look. Quando já estamos um pouco maiorzinhas nada diminui, só aumenta,  somos cobradas não somente por nossas aparências, mas também por nossas atitudes. Ainda criança querem que nos comportamos como verdadeiras Ladys da High Society “meninas não podem sentar de perna aberta”, “meninas não podem brincar de se sujar”, “meninas não podem brincar de carrinho” e por ai vai uma infinidade de “não” que recebemos, e cada vez que nos proíbem de algo e o motivo é “porque você é menina” isso nos dói fisicamente. Todas as outras dores biológicas, como cólica, parto ou amamentação não chegam nem perto do sofrimento que é ser classificada.

Socialmente as meninas também sofrem mais que os meninos, somos ditas como “as que amadurecem mais rápido”, somo colocadas pra brincar de casinha, não porque é divertido brincar de ser adulto, mas pra que possamos “treinar”. Somos colocadas pra ajudar nos afazeres domésticos e a cuidar dos menorzinhos, afinal esse é o papel da mulher na sociedade e crianças do sexo feminino são “mini mulheres”, eu sei, não faz sentido né? Mas é assim que as coisas funcionam. Se você é homem e ta achando isso tudo estranho, pasmem, enquanto você brincava aos 7 anos sem medo de ser feliz, sem preocupações com quase nada, sua irmã/prima/vizinha estava ajudando a mãe a arrumar a SUA bagunça, enquanto você podia ser livre pra ser uma criança de 7 anos.

Biologicamente não amadurecemos mais cedo, mas socialmente somos obrigadas. Fora a classificação do “isso é de menino e isso é de menina” acho sim que as crianças devem ter algumas “obrigações” com o lar, assim elas aprendem a zelar pelo lugar onde elas vivem, claro que com atividades adequadas pra cada faixa etária, mas isso deve valer pra ambos os gêneros! Cheguei a conclusão que meninas sofrem sim mais que meninos nesse mundo, mas não precisa ser assim e só depende de nós. Vamos parar com essa baboseira de separação de gênero, vamos parar de presentear nossas meninas com brinquedos que as ensinará a cuidar do lar, vamos parar de dar afazeres de adultos para nossas meninas só porque elas são meninas.

ACASO, DESTINO OU PROFECIA?

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Se tem uma palavra que define  o meu relacionamento com o Bruno é furacão, foi assim de repente como uma avalanche que chega sem avisar e sai arrastando tudo que encontra pela frente. Até hoje, nas nossas rotineiras conversas antes de dormir, ficamos impressionados com como as coisas aconteceram. Foi tudo tão casual, tão inesperado que é difícil ser cético numa hora dessas, não da pra saber se a força maior foi o destino, ou obra de Deus, ou se de alguma forma já estava escrito que iriamos nos encontrar e reencontrar.

Era uma daquelas noites de sábado que você só quer sair com sua melhor amiga e curtir uma balada sem preocupações. Quando chegamos na tal balada fomos direto ao bar, e por uma obra do acaso, me deparei com ele de costas, interagindo com amigos que eu nem fazia ideia de quem eram, e que hoje são pessoas presentes na vida da minha família. Claro que eu o cumprimentei, mas naquela altura nem imaginava que naquele momento estávamos começando algo maior do que nós mesmos.

Como eu posso descrever essa noite? Musica alta, lugar lotado, iluminação escassa, muito álcool e gargalhadas sem fim. Não tinha como dar em outra, nos beijamos como o roteiro já previa, e como num filme a música foi ficando distante, as conversas ao redor não faziam sentido, o calor subia pela costa e a nuca aquecida causava uma cosquinha agradável. Parece que o beijo se estendia pela eternidade, nem um de nós estava disposto a abrir mão daquele momento. Mas, algo estava estranho, um desconforto no meu estômago estava começando a incomodar, eu já não estava mais prestando atenção em mim e como um geiser, toda aquela bebida colorida veio a tona! Ainda bem que deu tempo de virar pro outro lado! #ecaah!

O Outro dia foi um clássico, a ressaca batia pesado, a vontade de passar o resto da vida deitada era visível. Assim como as lembranças da noite anterior, como a curiosidade sobre o que estava por vir, e toda a expectativa que estava sobrevoando a situação. Passei o dia inteiro tentando recuperar meu corpo, acabei dando pouca atenção ao “protocolo dos encontros” e não liguei que ele nem tinha me dado sinal de vida no outro dia. Segunda feira chegou chegando, trabalho, faculdade, vida social e todas as cansativas atividades da vida adulta me fizeram lembrar que a tal da ligação ainda não tinha rolado, não sou do tipo de mulher que espera que liguem pra ela, mas eu não tinha nenhum contato dele, só ele tinha meu numero, por tanto esperei, e assim foi se passando os dias, terça, quarta, quinta feira chegou e eu já tinha desencanado da tal ligação.

Até que no meio da noite de quinta o telefone faz bip, e uma mensagem dele chega. Foi até engraçado, era quase que uma mensagem tímida, da que diz “oi :)” mas quer dizer “oi você ainda lembra de mim? Desculpe não ter ligado antes” , Aquilo aguçou meus instintos e pra não parecer muito frustrada respondi com um singelo ” e ai tudo beleza? ” , o pobre achou que eu estava dispensando-o, quando na verdade só estava descontando os dias de ansiedade. Quem  nunca né?

Daí pra frente, um dia era muito tempo pra ficarmos longe, vieram terças insanas, viagens de ultima hora, inúmeras piadas internas, uma gravidez inesperada, uma experiência hospitalar intensa, a certeza de que aquilo era amor, a construção do sentido real de família, a força da união na hora de superar os medos, a felicidade pela vitoria da nossa família, a rotina da vida a três e muita mas muitas alegrias… A história não acabou, na verdade ela não vai acabar nunca, ela se estende e cada dia é um novo episódio. Não importa em que você acredita, seja acaso ou destino ou profecia, alguma coisa maior rege as nossas vidas e ela nos deu essa missão. E nós vivenciamos essa experiencia cada dia com mais amor!

PASSEIO AMAZÔNICO COM BEBÊ

Manaus é uma cidade grande, com prédios altos e estradas extensas, mas o melhor da minha cidade ABSOLUTAMENTE é a floresta amazônica. Estamos bem no meio do maior patrimônio ecológico do mundo e acreditem se quiser, a maioria de nós não valorizamos, e com a correria que toda cidade grande tem acabamos não aproveitando o que a natureza nos deu de presente. Confesso que eu sou uma caboquinha da terra e sinto muito orgulho de tudo isso aqui, por mim comeria peixe todos os dias, nadaria com os botos, assistiria ao pôr do sol do deck de um flutuante e não me cansaria nunca!

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Aproveitamos o feriado prolongado do carnaval e fomos curtir toda essa maravilha, fiquei um pouco aflita, afinal era a primeira vez da Luna no rio e digamos que eu não sou uma boa nadadora! hahaha. Fomos de carro até a praia dourada e de lá pegamos um barquinho até o flutuante Abaré, um restaurante feito de madeira que flutua no meio do rio amazonas!

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Música agradável, ambiente familiar e preço justíssimo! Gastamos pouquíssimo com consumo e transporte e conseguimos aproveitar bastante. Sem contar no atendimento super atencioso, apesar do déficit em estrutura infantil, todos as pessoas que trabalham para o lugar funcionar são hiper atenciosas, fazendo com que o fato de estarmos com uma criança não gerasse nenhum desconforto. A minha peixinha chegou um tanto tímida e logo logo se soltou, simplesmente adorou a água fresquinha e adocicada do rio. Do momento em que chegamos ao momento em que saímos nenhum instante ela se mostrou incomodada com a umidade ou o ambiente.

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Lá eles também oferecem serviço de SUP, mas quando fui tentar já tinham encerrado, fica pra uma próxima. Se você é de fora do estado e está a passeio eu SUPER INDICO a experiência, agora se você é de Manaus e nunca foi, ta perdendo tempo! Não consigo descrever em palavras a emoção que é assistir o por do sol fitando a imensidão do rio e as árvores emoldurando um cenário que mais parece uma pintura. O dono do lugar tem a felicidade de ter uma casinha, também flutuante, bem ao lado do restaurante, e ainda por cima tem dois cachorros lindos que moram nesse paraíso.

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Quem vai com bebê aconselho levar roupas de banho especiais para praia, aquelas que não precisam de fraldas, mas se assim como eu você não tiver essas roupas em mão, não se preocupe, basta levar muitas fraldas reservas e ir trocando periodicamente. Diferente do mar a água do rio não tem sal, a pele do bebê não fica irritada com facilidade, basta ir trocando as fraldas encharcadas e voltar pro rio. Leva também um trocador portátil, infelizmente o estabelecimento não tem fraldário daí você precisa improvisar na mesa mesmo. E claro, muito protetor solar, muito água e sucos refrescantes, uma toalha sequinha e uma roupa quentinha para a volta.

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Espero que vocês tenham gostado, e que se permitam tais experiências, eu gostaria de curtir mais passeios como esse e claro ir indicando os melhores pra vocês, dá uma olhada como foi a primeira vez da Luna no mar! Se gostaram desse post comentem aqui em baixo e compartilhem! Beijos e atá a próxima :*

VAMOS FALAR SOBRE KEVIN?

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Olá galera! Quem me acompanha no Snapchat (d.nise) sabe que esse fim de semana a família Cardoso Uchôa fugiu do calor da cidade e ficou entocada dentro de casa. Sério, tá inviável sair de casa nesses dias quentes. Daí tiramos o fim de semana pra nerdar, e nos atualizarmos em alguns filmes que estavam na nossa lista de espera. Um deles foi o We Need To Talk About Kevin ( Precisamos Falar Sobre Kevin ).

Precisamos Falar Sobre o Kevin -- EUA, 2011 -

Esse filme não é novo, foi lançado em 2011 e assistimos por indicação de uma amiga. Não quero dar spoiller porque ele realmente é muito bom, por isso recomendo que todos assistam. Mas no geral a história se passa em torno de Eva ( Tilda Swinton ), a mesma atriz que fez a Feiticeira de As Crônicas de Narnia, tentando se adaptar a sua nova realidade. O filme vai nos dando um pouco do que ela vive no presente e um pouco do que ela viveu no passado quando se casou com Frank ( John C. Reilly ) e juntos construíram uma família gerando Kevin ( Jasper Newell / Ezra Miller ) e Célia ( Ursula Parker ).

Eva - We Need To Talk About Kevin

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A trama se desenrola mostrando a dificuldade que Eva tem em se relacionar com seu filho Kevin, e a princípio nos faz acreditar que o problema talvez seja ela, já que por ser muito nova e amante da liberdade ela mesma não queria ser mãe. Entretanto Kevin não é uma criança mimada, é uma criança que desde muito novo sabe exatamente o que está fazendo e sabe como manipular as pessoas ao redor dele. Não vou falar mais nada do filme porque daqui pra frente é melhor que vocês mesmo assistam.

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Acontece que em nenhum momento é citado o termo “psicopatia”, no entanto, quem já leu um pouco sobre o assunto consegue sacar na hora sobre o que o filme realmente trata e o quão difícil é destingir se o problema é a mãe/criação ou se é algo patológico, uma vez que ninguém quer cogitar a ideia de ter gerado uma criança com tal transtorno. O filme também joga nas entrelinhas a culpa que os pais sentem em uma situação dessa, e alguns questionamentos como “será que eu podia ter feito alguma coisa?” .

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Outro ponto importante que o filme também joga nas entrelinhas é a relação dentro de casa homem/mulher. A falta de comunicação e de apoio que um precisa dar ao outro, a forma como a maioria das famílias se comportam deixando a responsabilidade de criar os filhos somente a mulher e o pai tornando-se o provedor da casa. Uma vez que o circo ta pegando fogo em casa e o marido não consegue entender o porque da relação entre mãe e filho estar tão abalada.

Precisamos Falar Sobre o Kevin -- EUA, 2011 -

Essas coisas que envolvem mente sempre me intrigaram bastante, cheguei a ler o Mentes Perigosas – o psicopata mora ao lado da brasileira Ana Beatriz Barbosa Silva. O livro explica de uma forma bem clara como as pessoas que sofrem desse tipo de transtorno podem viver uma vida inteira camuflados entre a gente, sendo quem elas precisam ser naquele momento, fazendo você acreditar que elas são capazes de se relacionar como qualquer um, e na verdade elas são incapazes de nutrir qualquer tipo de empatia ou afeto por quem quer que seja, transformando-as em seres frios e extremamente calculistas.

Por isso acho que independente do que Eva tenha sido para o filho ou pudesse ter feito de diferente, no fim, ele seria exatamente quem ele é. E o filme é um bom alerta/sacode nas mães e pais que acham que os filhos são perfeitos e preferem fechar os olhos pra certas atitudes, nunca se sabe quando é birra ou algo mais sério. É de extrema importância na criação dos pequenos o acompanhamento de profissionais da área de psicologia, somente eles poderão enxergar alguma coisa que nós, que estamos envolvidos sentimentalmente de mais, não somos capazes de ver.

Bônus: Depois de assistir ao filme, dá uma conferida nesse ( link ) e veja algumas coisas que só quem prestou muuuuuita atenção no filme percebeu.

Por isso se você é desse tipo que gosta de filmes mais intrigantes, mais dramáticos essa é uma boa dica! Caso você já tenha assistido deixe aqui nos comentários o que vocês acharam do final do filme. Beijos e até a próxima :*