MÃE DE DOIS por ELAINE JERÔNIMO.

POST

Oi gente! Assim como outras mães, sou leitora do blog Curtindo a Vida a Três e quando a Denise falou que gostaria de uma colaboradora fui lá e me candidatei. Espero ficar um pouco por aqui. Inicialmente gostaria de falar um pouco sobre mim e de como cheguei aqui. Bem, meu nome é Elaine Jerônimo, sou casada há 11 anos com o Luiz Jr., sou mãe do Luiz Felipe de 7 anos e da Maria Fernanda de 1 ano, e no tempo que sobra sou advogada trabalhista (mas sem dúvidas, sou antes de tudo mãe). Meu marido e o marido da Denise trabalham juntos e acompanhei e torci bastante por essa “Vida a Três”. Graças a Deus as coisas tem dado certo.

Mas como eu estava dizendo, sou mãe. E sou mãe de dois. Tenho um casal. A diferença de idade entre eles é de 6 anos, e garanto, faz uma diferença enorme. É clichê dizer “ cada filho é de um jeito”, mas é a mais pura verdade. O Luiz Felipe, desde cedo, sempre foi bem para frente, massacrando meu coração de mãe de primeira viagem todas as vezes que não me deixava dormir junto com ele ( eu sei que é errado, gente! É que sou pisciana!). Já a Maria Fernanda, parece gostar mais de estar na nossa presença, complementando a nossa família.

Mas sabe de uma coisa? Pensando bem, Deus me deu o que eu precisava e não o que queria. E também garanto, foi bom pra mim. Tive meu primeiro filho às vésperas do meu aniversário de 22 anos e o fato de ele ser independente, me ajudou demais, afinal, eu também ainda estava amadurecendo. Foi e está sendo um desafio, da mesma forma que é um grande privilégio para mim. Sou mãe de um cara legal. Já com a minha filha, com a experiência que adquiri, acredito ser uma mãe melhor, mais calma, mais tranquila, mais centrada e muito mais consciente de que os filhos são seres com vida própria, personalidade própria e de que eles crescem rápido. Porém, devo admitir que a Maria Fernanda ajuda bastante em tudo isso, afinal, ela é que é calma, tranquila e centrada. Chamo-a carinhosamente de “Mana”. É minha filha, mas é também minha mana, sempre companheira e amiga. Aos domingos, gostamos de tomar café da manhã só nós duas. Ela é uma fofa.

Daí é isso, gente. Quero somar minhas experiências com a da Denise e falar/desabafar um pouco sobre essa missão: ser mãe, de verdade.

Como Não Se Envolver?

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Nem sempre as coisas acontecem como a gente quer ou planeja, que minha gravidez não foi planejada todo mundo ta careca de saber, mas a forma como aconteceu e como tivemos que conduzir foi extremamente inesperado, ninguém jamais poderia imaginar, nem de longe pude fazer coisas que sempre sonhei fazer quando esse momento chegasse. Apesar de ter passado tantos meses em cima de uma maca, poucas são as lembranças ruins que eu guardo, na verdade eu tenho essa característica que eu não sei dizer se é boa ou ruim, mas eu prefiro ocupar minha mente com boas recordações, e as ruins, pra que lembra-las? Acontece que quando tudo parecia ter passado e Luninha chegou, nossa jornada de hospital ainda não estava nem na metade. Demorou pra eu entender isso.

Ver minha filha lutando suas próprias batalhas, é agoniante de mais, saber que não há muito que você possa fazer e que tudo depende especificamente dela é frustrante. Logo, todo detalhe, qualquer coisa que você possa fazer pra ajudar ganha uma super importância, coisas como trocar a fralda ou medir a temperatura que pra maioria das mães é algo natural e rotineiro, pra mim é um grande momento. Hoje Luna já não precisa de mais nenhum antibiótico, está livre de todas as infecções e isso significa que com o novo tratamento pro pulmão dando certo e a estimulação no peito sendo bem sucedida, já estaremos em casa.

Olhando um pouquinho pra trás me impressiono com todas as coisas pelas quais passamos, as melhoras e pioras da perereca, as minhas próprias batalhas com leite, resguardo, cirurgia… As pessoas que conheci, as outras mães e seus bebezinhos, cada uma com sua história, com seus próprios problemas e complicações e que de certa forma, uni todas nós. Como não se envolver com todas elas? Como não incluir seus bebezinhos em minhas orações? Ou vibrar pelas suas conquistas, ou chorar pelos seus obstáculos? Dentro da UTI todas somos iguais, não existe nem ricas nem pobres, nem mais ou menos qualquer coisa, somos todas mães de bebes que precisam muito da gente, e como não se envolver? Várias vezes já me peguei sofrendo por um bebe que piorou, mesmo quando a Luninha estava ótima, já me peguei orando e apreensiva por estar acontecendo algo e a mãezinha não estar presente. Eu gosto de pensar que um dia, num futuro não muito distante, todas as mãezinhas da UTI possam estar em casa, curtindo e amando seus pequenos guerreirinhos, e que tudo isso fique no passado. Que Deus proteja as mães e seus bebês, amém!

Mitos da cesárea, quebra de resguardo e cinta modeladora.

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Oiee! Parece que faz mil anos que eu não apareço por aqui, as coisas andam meio corridas nessa nossa vida, e eu tenho muitas coisas pra contar. Hoje eu vou falar sobre minha recuperação ( resguardo ), minhas experiencia com parto cesariano, e cinta modeladora pós parto.

Exatamente hoje ( 26/01) acaba os meus 40 dias de resguardo, porém como toda mãe de prematuro sabe, isso não nos pertence. Acontece que com tantas preocupações, a rotina de hospital e a luta pela recuperação dos nossos filhos acaba que fica impossível termos os 40 dias que o corpo precisa pra se recuperar de tantas mudanças repentinas, além é claro de ter um tempo a mais pra curtir o pequeno. No meu caso foi assim, houveram poucos dias em que eu pude de fato ter um bom descanso, todos os dias desde o parto até aqui foram agitados – uns mais que os outros. Eu não sou médica e não sei quais de fatos serão as consequências de tudo isso no futuro, mas acreditem, consegui passar pela quebra do resguardo sem grandes complicações.

Não, eu não to dizendo que a partir de agora todas as mulheres não devem mais se resguardar, é claro que eu queria ter tido esse tempo pra mim mesma, poder deixar meu corpo respirar e se readaptar, poder andar de pijama pela casa, não me preocupar com o meu cabelo ou porque a minha barriga ainda não desinchou, não surtar porque minhas roupas não cabem em mim e achar que o problema sou eu, e ter Luna juntinho de mim. Ver minha filha lutando contra os problemas da prematuridade me da forças pra levantar todos os dias da cama e ir pro hospital, mesmo tendo que ter uma rotina pesada pra quem acabou de fazer uma cirurgia, e em nenhum momento senti que isso era um “peso” ou me arrependi de algo. O que complica tudo, acreditem, é a opinião alheia. Eu sei que não devemos ligar pro que os outros dizem e blablabla, mas quando pessoas próximas a você fazem certos comentários ( por mais inocente que seja ) isso machuca mais do que espirrar no primeiro dias pós parto.

Eu sempre tive problemas de auto-aceitação, sempre tive medo de estar acima do peso e coisas assim. E vejam, estar a cima do peso não é algo ruim, a menos que isso faça mal a sua saúde. No entanto o padrão de beleza imposto pela mídia sempre foi algo que me deixava muito pressionada e eu nunca soube lidar direito com isso. Daí você acaba de gerar uma vida e todos querem que você saia da sala de parto com o melhor cabelo do mundo, maquiada e sorridente. E depois disso eles querem que você fique escondida durante 40 dias pra se “recompor” e se isso não acontecer, Ok! Você é forte, mas e a cinta? Cade? Vai mesmo querer ficar com essa barriguinha pro resto da vida? E esse cabelo? Quando vai poder pintar? Acho melhor você tirar mais uns dias de descanso afinal acho que ainda não ta 100%.

Quando eu ainda estava grávida e procurava saber sobre os tipos de parto sempre li e ouvi que o parto cesariano é a pior coisa do mundo, cortam 7 camadas de pele e você nunca mais volta ser a mesma pessoa. De fato eu não voltei e acho que nunca mais vou voltar a ser o que era antes, mas muito mais porque me vejo alguém que cresceu com experiências do que por ter passado pela cirurgia. Meu corpo foi se acostumando com minha rotina e me servindo no tempo certo – o meu tempo. A medicina evoluiu muito do tempo de nossas mães pra cá, e a cesariana ( bem feita ) não é mais nenhum bicho de sete cabeças, com alguns cuidados como não fazer força, evitar se abaixar, evitar longas caminhadas no começo, ajudam você a ter uma vida quase normal pós parto.

A cinta modeladora pós parto foi algo que me ajudou muito no começo, depois da cirurgia ( e do anestésico ter passado ) eu me sentia muito dolorida e insegura pra me levantar e andar e tudo mais, mas como eu precisava ir até a UTI ver a minha filha e ir ao cantinho do leite, não tinha jeito, eu tinha que levantar. Eu usei duas cintas, a primeira foi uma da YOGA com abertura frontal que vai até a baixo dos seios, ela custou R$ 250,00 , e eu gostei muito! Ela é de abotoar, então eu podia por ela deitada sem precisar fazer muito esforço além dela ser bem durinha o que me proporcionou uma firmeza maior, me sentia mais segura pra andar ou sentar quando estava usando ela. Depois de um tempo quando meu corpo ja estava menos dolorido e eu ja conseguia me sentir mais a vontade passei a usar uma cinta body que cobre os seios e abotoa na parte de baixo, custou R$ 40,00 na Renner e apesar de não ser tão firme quanto a outra me deixava bem confortável.

Hoje eu uso cinta apenas quando me sinto insegura com meu corpo, e ao conversar com meu médico descobri que depois de um tempo ela mais atrapalha do que ajuda, já que alem de apertar muito seus músculos ela impossibilita a sua pele respirar direito. Mas como disse antes não consigo lidar com a reprovação alheia em relação ao meu próprio corpo, o Bruno tem me ajudado muito com isso, em nenhum momento ele me criticou ou algo assim, pelo contrário ele sempre conversou comigo a respeito de dar tempo ao meu corpo e não dar tanto ouvido as outras pessoas. Por isso deixo aqui as gravidinhas/mãezinhas de plantão um apelo, não se cobrem tanto, ja somos grandes mulheres por ter passado pelo que passamos, independente de ter tido uma gravidez normal ou não.

É isso gente, espero que tenham gostado. Beijoos :*