8 TEXTOS ESCRITOS por ELAINE JERÔNIMO

Como vocês bem já estavam acostumado hoje era o dia que a linda da Elaine vinha deixar seus belos textos por aqui, e por motivos de é a vida ela precisou dar uma pausa e se dedicar em outros projetos. Mas decidi que ela merecia um post com o compilado de textos que ela deixou pra gente. Vamos relembrar a trajetória dela por aqui;

1. MÃE DE DOIS por ELAINE JERÔNIMO

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2. MEU FILHO É MEU, MAS ELE TAMBÉM É DELE por ELAINE JERÔNIMO

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MARIA FERNANDA, UMA BEBÊ DE SORTE por ELAINE JERÔNIMO

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NÃO É CLICHÊ, SÓ AS MÃES SÃO FELIZES por ELAINE JERÔNIMO

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INTUIÇÃO MATERNA por ELAINE JERÔNIMO

Intuição materna

QUEM BEIJA MEU FILHO, MINHA BOCA ADOÇA por ELAINE JERÔNIMO

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OS HOMENS DA MINHA VIDA por ELAINE JERÔNIMO

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ATÉ LOGO por ELAINE JERÔNIMO

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Uma delícia recordar a passagem dessa grande mãe por aqui, afinal quem é mãe e não se identifica com todos esses textos? Como minha mãe dizia, e estava certíssima, mãe só muda de endereço. Volte logo Elaine, estamos lhe aguardando de braços abertos.

OS HOMENS DA MINHA VIDA por ELAINE JERÔNIMO

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Essa semana é dedicada aos pais, então aqui não poderia ser diferente. E como neste blog eu comento sobre o que aprendo/aprendi com as pessoas, decidi falar sobre três homens muito importantes na minha vida: meu pai, meu avô e meu marido. Bem, nesse quesito só tive sorte na vida e estive/estou rodeada por homens que souberam/sabem ser pais de verdade.

Primeiramente, peço vênia para falar sobre o meu pai. Meu pai sempre foi meu principal incentivador, é meu porto seguro, jamais se mostrou de outra forma com os filhos. Não é dado muito a abraços e demonstrações públicas de afeto, mas em particular é muito atencioso e protetor conosco. Nem eu nem meus irmãos temos do que reclamar do nosso pai (“presta atenção que eu só vou falar uma vez!” rsrs), que superou barreiras quase intransponíveis para nos dar o conforto que hoje temos. Obrigada, pai. Por tudo.

Depois do meu pai, o segundo homem que me encantou foi meu avô, o saudoso José Bustamante, o Sr. Zezé. Meu avô era pisciano como eu. Costumávamos festejar nossos aniversários juntos, já que faço aniversário dia 03 e ele fazia dia 04 de março. Porém, diferente de mim, vovô era um típico pisciano, sabia amar e ser amado. Só tenho lembranças boas do meu avô e dos boizinhos de miolo de pão que ele fazia para a gente comer. Tive a oportunidade de ajudar meus familiares a cuidar do meu avô até o seu último dia. Obrigada Deus, por isso também.

Por último, mas não menos importante, quero falar do pai dos meus filhos, do meu marido Luiz Júnior. O Luiz, da mesma forma que a Maria Fernanda, foi sonhado e planejado. Tudo ocorreu a contento dos meus sogros no nascimento do “Júnior”, que por coincidência nasceu em pleno domingo de dia dos pais, no dia 08 de agosto. Como sabem, sou casada há 11 anos com o Luiz Jr, sou mãe do Luiz Felipe de 7 anos e da Maria Fernanda de 1 aninho. Eu e meu marido crescemos e estamos amadurecendo juntos. Quando me apaixonei pelo Luiz eu já o achava “o cara”, mas mal poderia imaginar que o melhor ainda estava por vir. É simplesmente lindo ver a forma como o Lu é apaixonado pelos filhos, sem dúvidas uma das partes mais bela dele. Os olhos do Luiz brilham quando ele fala de cada conquista do Luiz Felipe da Mana. Confesso que me apaixonei mais pelo Luiz a partir do momento em que ele foi pai e me apaixono cada vez mais por ele a cada gesto de carinho, cuidado e atenção com as crianças.

Com estes homens aprendi que ser pai é estar presente, é cuidar e se interessar pelo cotidiano dos filhos, é ir além da mantença e estreitar os lanços mais profundos de amor e gratidão. Então, é isso gente. Um feliz dia dos pais a todos os pais de verdade.

QUEM BEIJA O MEU FILHO, MINHA BOCA ADOÇA por ELAINE JERÔNIMO

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Uma coisa é certa, que mãe não fica feliz com a felicidade do filho? Quem agrada o filho, agrada por tabela a mãe. Essa é uma lição que aprendo a cada dia, no meu cotidiano materno. Podem até ser ingenuidade minha, mas não consigo ficar com raiva de alguém que faz bem aos meus filhos. A felicidade deles é a minha felicidade. Na mesma proporção, sugiro que jamais os maltratem nem na minha presença nem na minha ausência.

Sempre tenho o costume de citar alguns casos que aconteceram na minha vida para exemplificar a minha fala e hoje não será diferente. Na época em que eu ainda estava na faculdade tive um professor me chamou atenção pelo seu mau humor gratuito com os alunos, sua grande má vontade de estar lá de tarde, logo no 1º horário (quem advoga sabe o quanto é ruim e apertado o horário do almoço até às 15h). A matéria não era nenhum um pouco agradável aos meus olhos e o professor não ajudava muito. Até aí tudo bem, normal. Mas certo dia, para a incrível surpresa de todos, lá estava o tal professor de Mediação e Arbitragem feliz da vida, transbordando alegria sem um motivo aparente. Um doce para quem acertar a razão de tanta felicidade para às 14h de uma quinta feira? Sim, era uma mulher. A razão para tanta felicidade era que sua filha viria passar uma semana com ele. Gente, juro, ele era outra pessoa só pela notícia que ela viria. Até rejuvenesceu. E nesse dia em que ele soube que ela viria mesmo aqui para Manaus, ele falou bastante dela e de como era importante estar perto de quem se ama. Falou inúmeras coisas da sua filha, de como era inteligente, esperta, saudável e ele mesmo que tivesse problemas com algumas pessoas, o fato dessas pessoas cuidarem bem da filha dele, já adoçava a sua boca, fazia com que todo o desentendimento acabasse e a paz voltasse. Foi Então que ficou a frase “ quem beija o meu filho, a minha boca adoça”, na minha mente.

O texto dessa semana é curto, mas a mensagem que quero trazer é novamente sobre cuidado, sobre tratar as pessoas com respeito. Tratar com carinho, com cuidado, é uma coisa que não preço. Imagine cuidar bem dos nossos filhos? Não há dinheiro que pague por isso.

P.S: Professor, me desculpe, mas essa foi a única lição que aprendi em Mediação e Arbitragem…

INTUIÇÃO MATERNA por ELAINE JERÔNIMO

Intuição materna

Intuição, do latim intuitione, que significa olhar para dentro. Sei que muitos não acreditam nessas coisas e julgam ser apenas bobagens de sexto sentido e blábláblá, mas eu acredito muito em intuição, principalmente em intuição materna.

Intuição para mim tem muito de acreditar nas próprias decisões, acreditar que você tem potencial para tomar as decisões certas, mesmo que outros digam que não. Intuir na minha ótica é acreditar no que diz o eu, é confiar em si mesma. Assim, a intuição materna tem muito disso, de tomar boas decisões para os seus filhos e para a vida deles. Não raros são os casos onde a intuição materna obteve sucesso. Eu mesma, conheço vários (afinal, a gente sabe quando se trata de choro de birra e quando se trata de choro de dor, não é mesmo?), mas aqui vou contar o mais recente que presenciei que é o caso de uma sobrinha da minha irmã. A bebê nasceu portando uma síndrome pouco conhecida entre o público em geral e pelos médicos da cidade de Manaus. O fato da síndrome ser quase desconhecida gerou uma série de laudos errados ou sem conclusão alguma, o que deixava o coração da sua mãe muito apertado e aflito. Foram várias as internações da bebê desde cedo, não foi fácil. Ninguém tinha uma resposta para a doença daquela neném. Era angustiante, muitos pensavam que aquela vidinha não duraria muito tempo. Nesse intervalo, como mencionei, foram vários os laudos errados, remédios prescritos sem necessidade, enfim, muito sofrimento. Mas não contavam com a astúcia da mãe da garotinha, que foi e está sendo muito valente e só se conformou quando finalmente encontrou uma resposta para as suas dúvidas, que não sossegou enquanto não tivesse um diagnóstico realmente plausível sobre o mal que atingia a sua filha e o seu coração de mãe. Ou seja, essa mãe acreditou no que o coração dela dizia sobre a filha, não desistiu da sua bebê e foi em busca de respostas e as encontrou.

Meu avô sempre dizia uma frase que eu costumo repetir “conselho de mulher é pouco, mas quem o perde é louco”, e tem tudo a ver com intuição. A mulher (e principalmente a mãe J) geralmente é marcada pela a capacidade de perceber e pressentir uma explicação independentemente de qualquer raciocínio ou análise. Não que não existam homens assim, óbvio que não, mas pelo menos das pessoas mais sensitivas que conheço, 90% são mulheres. E desse universo de mulheres sensitivas, certeza de a maioria deve ser pisciana (até por acreditar nisso). Assim, intuir é antes de tudo, olhar para dentro de si para se chegar a uma determinada conclusão, ou seja, seria uma intuição cartesiana ma non troppo (será?). Por essa razão, acredito que intuição materna não é somente uma coisa mágica que se você for contra vai dar errado ( e depois  ter que ouvir “não te disse?”), mas é o resultado do convívio e da relação de amor que se estabelece entre mãe e filho. É como diz a música do Leitão, da Turma do Ursinho Pooh (Puff, no meu tempo), “a intuição materna tem sempre a solução, como uma lanterna que mostra a direção”

NÃO É CLICHÊ, SÓ AS MÃES SÃO FELIZES por ELAINE JERÔNIMO

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Cazuza estava certo, só as mães são felizes. De verdade gente, não lembro mais como era antes de eu ser mãe. Tenho essa certeza, minha vida começou pra valer depois da maternidade. Foi um grande start.

Com meu primeiro filho, no começo, tudo foi mais devagar (talvez pelo fato de ali ter nascido também uma mãe). A gravidez foi uma eternidade, o primeiro ano da mesma forma. Porém, depois dos três primeiros anos, o tempo voou e por mais que eu tivesse sempre super presente na vida do meu filho Luiz, de vez em quando eu sinto falta do meu bebê Luizinho. Confesso, antes de ser mãe, eu achava que minha vida iria parar se eu tivesse um bebê e todo aquele monte de blábláblá de gente que tem medo de viver. Ser mãe não me impediu de me graduar, pós graduar, cursar uma segunda graduação, trabalhar. Deus novamente foi muito bacana comigo ao me dar excelentes pais, uma avó mãe e outra mainha, além de um marido muito dedicado, que garantiram que eu pudesse sempre prosseguir. O meu filho sempre foi muito independente, talvez isso tenha ajudado, mas sem que eu pudesse me preparar direito, aos 6 anos de idade dele eu já estava na sala ( e no escuro) o esperando chegar do cinema… e como diz a música, ele era filho último, então eu não poderia dormir antes dele chegar… Da mesma forma agora com a Maria Fernanda. Mana ainda tem um ano, mas já se passou 1 ano! E passou voando mesmo, Mana já tem 10 dentes, dança, faz poses quando está arrumada e ano que vem vai para a escola, ou seja, segura o coração da mamãe! (apesar de saber que essa é a melhor decisão que posso tomar). O tempo passa rápido demais para não viver cada minuto. O tempo urge, moçada jovem.

Falar de maternidade, só me remete a amor. Tive sorte. Deus sempre foi bom comigo. O amor que descobri sendo mãe, é um amor que não consigo mensurar. É um amor que ultrapassa qualquer outro tipo de amor. É um amor incondicional, um amor de renúncia, um amor de compreensão, um amor sincero e acima de tudo, um amor eterno. Não existe ex mãe nem ex filho. Mesmo que a gente fique cansada, fique chateada com algo que nosso filho tenha feito, o amor de mãe ultrapassa qualquer chateação, é um amor renovável a cada conquista, a cada sorriso, a cada desenhinho feito no dia das mães, a cada choro, a cada dor. É um amor que muda o seu mundo e no meu caso, mudou para melhor. Fico sempre contente quando comentam isso comigo, de como a maternidade me fez bem. Ser mãe é amar, amar e amar. E eu amo, amo, amo.

Quem me conhece sabe, não sou muito de filmes (sim, tenho mais esse defeito). Geralmente assisto apenas comédias, mas em exceção eu assisti ao filme do Cazuza. A história dele é louca e tudo mais, mas não teve pra onde correr, só prestei atenção na mãe dele. Aquela era a história da mãe dele e do amor dela por aquele filho. Cazuza fez mil coisas erradas que deixariam qualquer um puto da vida e com vontade de nunca mais olhar na cara dele. Mas a mãe dele não. Ela ficou com ele desde sempre, até o dia que a vida o levou. Aquilo sim, foi amor de verdade, com sabor de fruta mordida. Não se tratava de aceitar todo o mal feito, se tratava de amar apesar do mal feito. Era um amor de mil rosas roubadas, que perdoava as mentiras e as mancadas. Ela o amou com todo o amor que havia na vida dela. Ela viveu e vive por aquele amor. E esse amor de mãe, depois da morte do filho, não ficou represado e hoje ajuda centenas de mães e filhos de carecem de amor e cuidado.

Me perdoem as mulheres que não são mães, mas ser mãe transforma a mulher e na minha ótica, a mulher que não passa por essa experiência na vida (nem que seja “mãe de cachorro”, “mãe de gato”), fica incompleta. Todas as mulheres (as que conheço) que não foram mães, não se sentem completas (pelo menos é o que me parece). Por óbvio que não estou cobrando que todas as mulheres queiram ser mães, quem não quiser, não seja. Não julgo, mas alerto: não sabem o que estão perdendo.

A vida é bela.

MARIA FERNANDA, UMA BEBÊ DE SORTE por ELAINE JERÔNIMO

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Agora chegou a vez de eu falar da minha princesa, da minha Mana, da minha filha Maria Fernanda. A Mana foi sonhada, planejada e muito querida mesmo antes de nascer. O pai dela sempre descrevia uma bebê e essa bebê era a Maria Fernanda (que por mim, se chamaria Mariana, mas fui voto vencido). A taurina Maria Fernanda é uma bebê calma, companheira, de hábitos bem regulares, de uma saúde de ferro, um tanto vaidosa (não sai de casa sem uma bolsa a tiracolo) e muito, mais muito fofa. Tá bom, o defeito dela é ser gulosa (mas eu acho que é só uma fase, rsrsrs).

“- A Mana é uma fofa!”

“ – Como é fofa essa bebê!”

Sempre ouço esse mesmo adjetivo quando falam da minha filha. Mas gente, corujisse à parte, a Mana é uma fofa mesmo. É impressionante como todos falam a mesma coisa em relação a ela. Mas antes de ser fofa e carismática, a Maria Fernanda é uma mulher de sorte. Digo isso em virtude das inúmeras vezes em que tudo parecida dar errado para ela e o jogo virava “do nada” e tudo dava certo. Tudo dá certo para a Maria Fernanda. O Universo parece conspirar para que tudo saia da melhor forma possível para ela. E digo mais, todos parecem gostar de fazer parte do universo dela. Seja nos passeios que ela adora, seja nos lanchinhos que ela ama, seja no cuidar que nos cativa.

A gravidez da Maria Fernanda foi ótima e o pós melhor ainda. Como alguns sabem, sou advogada e bato no peito para dizer que durante a gravidez da Mana trabalhei até um dia antes de tê-la (Mana nasceu dia 25/04/2014 às 02h30 da manhã de uma sexta-feira…. segunda-feira eu estava ao telefone fazendo meus acordos judiciais… eu sei que é errado e mãe me desculpe por isso). Já nos primeiros dias, da mesma forma, Deus foi incrivelmente legal com a Maria Fernanda ( e comigo, por tabela) ao nos mandar uma babá excelente e diversos outros presentes. Voltando um pouco ainda na gravidez, para a Maria Fernanda fiz baby chá ( que não havia feito para o Luiz Felipe), e no baby chá a Mana ganhou muuuuuuitas coisas, umas 4x o que eu investi para fazer a tal festinha. Da mesma forma, também no primeiro mês, a Mana também ganhou uma excelente pediatra que lhe garantiu a incrível marca de não adoecer em todo seu 1º ano de vida e de nunca sequer ter posto o pé em um pronto-socorro ou coisa parecida. Descartes tinha razão, Deus não pode ser um ser maligno, pelo contrário, Deus é bom.

Outro dia eu estava conversando com uma amiga/anjo que tenho, a Larissa, e mesmo de longe ela percebeu algo que eu demorei 1 ano para perceber: Maria Fernanda trouxe além de fofura, um grande sentimento de união na minha família. Ela uniu toda a minha família em um momento de uma perda irreparável, que foi a morte da minha avô/mãe/tudo Elizabeth (vovó faleceu enquanto eu estava de resguardo, mas ainda pude levar a Mana para que ela a conhecesse. Valeu, Deus!). Meu pai é louco pela Mana. Minha mãe ama a Mana. Meus irmãos são tios corujas da Mana. Meu sobrinho David quando quer pensar em algo bom, pensa na Mana. Ela trouxe uma coisa que não havíamos percebido ter perdido. E na festa de 1 ano dela? TODOS da família quiseram participar e TODOS ajudaram para a realização de um super aniversário. E outra, ela ganhou tantos presentes que superou a meta na loja em que fiz a lista de aniversário e ganhou bônus para mais brinquedos. Ela tem ou não tem sorte? Muito obrigada a todos por isso.

Mas é como falam, criança quando nasce já traz o pão. E no caso, a Mana trouxe pão e união.