PASSEIO AMAZÔNICO COM BEBÊ

Manaus é uma cidade grande, com prédios altos e estradas extensas, mas o melhor da minha cidade ABSOLUTAMENTE é a floresta amazônica. Estamos bem no meio do maior patrimônio ecológico do mundo e acreditem se quiser, a maioria de nós não valorizamos, e com a correria que toda cidade grande tem acabamos não aproveitando o que a natureza nos deu de presente. Confesso que eu sou uma caboquinha da terra e sinto muito orgulho de tudo isso aqui, por mim comeria peixe todos os dias, nadaria com os botos, assistiria ao pôr do sol do deck de um flutuante e não me cansaria nunca!

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Aproveitamos o feriado prolongado do carnaval e fomos curtir toda essa maravilha, fiquei um pouco aflita, afinal era a primeira vez da Luna no rio e digamos que eu não sou uma boa nadadora! hahaha. Fomos de carro até a praia dourada e de lá pegamos um barquinho até o flutuante Abaré, um restaurante feito de madeira que flutua no meio do rio amazonas!

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Música agradável, ambiente familiar e preço justíssimo! Gastamos pouquíssimo com consumo e transporte e conseguimos aproveitar bastante. Sem contar no atendimento super atencioso, apesar do déficit em estrutura infantil, todos as pessoas que trabalham para o lugar funcionar são hiper atenciosas, fazendo com que o fato de estarmos com uma criança não gerasse nenhum desconforto. A minha peixinha chegou um tanto tímida e logo logo se soltou, simplesmente adorou a água fresquinha e adocicada do rio. Do momento em que chegamos ao momento em que saímos nenhum instante ela se mostrou incomodada com a umidade ou o ambiente.

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Lá eles também oferecem serviço de SUP, mas quando fui tentar já tinham encerrado, fica pra uma próxima. Se você é de fora do estado e está a passeio eu SUPER INDICO a experiência, agora se você é de Manaus e nunca foi, ta perdendo tempo! Não consigo descrever em palavras a emoção que é assistir o por do sol fitando a imensidão do rio e as árvores emoldurando um cenário que mais parece uma pintura. O dono do lugar tem a felicidade de ter uma casinha, também flutuante, bem ao lado do restaurante, e ainda por cima tem dois cachorros lindos que moram nesse paraíso.

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Quem vai com bebê aconselho levar roupas de banho especiais para praia, aquelas que não precisam de fraldas, mas se assim como eu você não tiver essas roupas em mão, não se preocupe, basta levar muitas fraldas reservas e ir trocando periodicamente. Diferente do mar a água do rio não tem sal, a pele do bebê não fica irritada com facilidade, basta ir trocando as fraldas encharcadas e voltar pro rio. Leva também um trocador portátil, infelizmente o estabelecimento não tem fraldário daí você precisa improvisar na mesa mesmo. E claro, muito protetor solar, muito água e sucos refrescantes, uma toalha sequinha e uma roupa quentinha para a volta.

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Espero que vocês tenham gostado, e que se permitam tais experiências, eu gostaria de curtir mais passeios como esse e claro ir indicando os melhores pra vocês, dá uma olhada como foi a primeira vez da Luna no mar! Se gostaram desse post comentem aqui em baixo e compartilhem! Beijos e atá a próxima :*

VIAGEM COM BEBÊ, O QUE DEU CERTO E O QUE NÃO DEU

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Olá galera, esse vai ser o ultimo post relacionado a nossa viagem à Fortaleza porque eu achei que seria ótimo fechar com chave de ouro contando como foi nossa experiência de pais de primeira viagem literalmente. Lembrando que o que eu vou falar aqui é sobre o que aconteceu comigo, com Luninha e Bruno, cada bebê é um bebê e cada um se adapta às condições que vive. Mas vamos lá, deixa eu te contar toda a nossa trajetória;

A principio tínhamos comprado passagens para um voo direto Manaus – Fortaleza, mas a GOL resolveu cancelar os voos diretos e acabou nos jogando em um voo super cansativo. Saímos de Manaus na madrugada do dia 2 e chegaríamos em Fortaleza às 10 horas do mesmo dia, porém tivemos que mudar de avião em Belém e fazer escala em São Luís. Ou seja, já deu pra ver que seria uma viagem longa e cansativa, tanto para nós dois que já somos adultos quanto para Luninha. Antecedendo a viagem procurei saber tudo sobre viajar com bebês, até compartilhei por aqui um post com dicas de preparação para viagem com bebês, tudo na teoria claro, a prova dos noves só veio depois. Fiquei bem preocupada com os ouvidos dela e com a possível cena que ela iria fazer dentro do avião ( a bichinha não é muito de chorar, mas quando chora é melhor sair de perto ). Então levei todo um arsenal de remédios, brinquedos, aplicativos para crianças, mamadeira com leite, mamadeira com água, mamadeira com suco, uma bolsa só com fralda de pano e descartáveis, acabei levando mais coisas do que realmente ia precisar e esse foi meu primeiro erro.

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A viagem já seria cansativa por si só, acabamos intensificando o desconforto levando 6 bagagens de mão. A principio eu quis despachar a malinha da Luna, mas todo mundo ficou com muita pena, inclusive o funcionário da GOL, acabamos despachando apenas a minha e a do Bruno e levando a mala dela como bagagem de mão. Levamos duas bolsas a tira colo destinadas apenas às coisas da Luna, mais a minha própria e a bolsa da minha câmera ( que eu não tenho coragem de despachar ). Ou seja, era bagulho para caramba. Nos arrependemos muito no momento em que tivemos que descer da aeronave, porque além dessa tralha toda tinha a Luninha dormindo no meu colo. Por isso, não cometa esse mesmo erro, tenha conciencia de quanto tempo você irá passar viajando e leve apenas o necessário e um extra para emergências, nada de sair colocando 10x mais do que o essencial.

Como nosso voo de ida foi bem de madrugada a Luninha já entrou no avião dormindo, e só acordou em Belém pra comer, depois disso foi dormindo até chegar próximo de aterrizar em Fortaleza. Graças ao pai ela não sentiu nadica de nada, nem dor, nem enjoo, nenhum incômodo, talvez por estar dormindo o percurso inteiro.

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Já na volta saímos de Fortaleza às 20 hrs e chegaríamos em Manaus por volta de meia noite e faríamos uma pausa em Belém de 2 horas. A volta sempre é mais cansativa do que a ida, e dessa vez não foi diferente. Luna não entrou no avião dormindo, mas também não reclamou de dor, ficou bem animada com tantas pessoas e brincava com todo mundo que dava o mínimo de confiança pra ela, teve um pouco de dificuldade pra dormir mas o app da PlayKids me salvou nessa hora. Apesar de ser um voo mais curto que o da ida, o tempo de espera em Belém fez com que tudo ficasse mais cansativo. Todas aquelas “facilidades” que eu tinha dito que as empresas dão aos bebêzinhos também é pura utopia, não tem berço, não tem avião com trocador, a mala é etiquetada como prioridade mas na prática não desce pra esteira como prioridade, e as filas sempre são um problema.

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Aprendemos bastante com essa experiência, levar em consideração o conforto da bebê é mais importante que a quantidade de malas de mão, dessa forma se ambos estiverem de mãos livres tem como dividir o colo. Não exagerar na bagagem, mas ter o essencial para situações adversas é MUITO importante e estar disposto a enfrentar essas situações é ainda mais.

MARIA FERNANDA, UMA BEBÊ DE SORTE por ELAINE JERÔNIMO

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Agora chegou a vez de eu falar da minha princesa, da minha Mana, da minha filha Maria Fernanda. A Mana foi sonhada, planejada e muito querida mesmo antes de nascer. O pai dela sempre descrevia uma bebê e essa bebê era a Maria Fernanda (que por mim, se chamaria Mariana, mas fui voto vencido). A taurina Maria Fernanda é uma bebê calma, companheira, de hábitos bem regulares, de uma saúde de ferro, um tanto vaidosa (não sai de casa sem uma bolsa a tiracolo) e muito, mais muito fofa. Tá bom, o defeito dela é ser gulosa (mas eu acho que é só uma fase, rsrsrs).

“- A Mana é uma fofa!”

“ – Como é fofa essa bebê!”

Sempre ouço esse mesmo adjetivo quando falam da minha filha. Mas gente, corujisse à parte, a Mana é uma fofa mesmo. É impressionante como todos falam a mesma coisa em relação a ela. Mas antes de ser fofa e carismática, a Maria Fernanda é uma mulher de sorte. Digo isso em virtude das inúmeras vezes em que tudo parecida dar errado para ela e o jogo virava “do nada” e tudo dava certo. Tudo dá certo para a Maria Fernanda. O Universo parece conspirar para que tudo saia da melhor forma possível para ela. E digo mais, todos parecem gostar de fazer parte do universo dela. Seja nos passeios que ela adora, seja nos lanchinhos que ela ama, seja no cuidar que nos cativa.

A gravidez da Maria Fernanda foi ótima e o pós melhor ainda. Como alguns sabem, sou advogada e bato no peito para dizer que durante a gravidez da Mana trabalhei até um dia antes de tê-la (Mana nasceu dia 25/04/2014 às 02h30 da manhã de uma sexta-feira…. segunda-feira eu estava ao telefone fazendo meus acordos judiciais… eu sei que é errado e mãe me desculpe por isso). Já nos primeiros dias, da mesma forma, Deus foi incrivelmente legal com a Maria Fernanda ( e comigo, por tabela) ao nos mandar uma babá excelente e diversos outros presentes. Voltando um pouco ainda na gravidez, para a Maria Fernanda fiz baby chá ( que não havia feito para o Luiz Felipe), e no baby chá a Mana ganhou muuuuuuitas coisas, umas 4x o que eu investi para fazer a tal festinha. Da mesma forma, também no primeiro mês, a Mana também ganhou uma excelente pediatra que lhe garantiu a incrível marca de não adoecer em todo seu 1º ano de vida e de nunca sequer ter posto o pé em um pronto-socorro ou coisa parecida. Descartes tinha razão, Deus não pode ser um ser maligno, pelo contrário, Deus é bom.

Outro dia eu estava conversando com uma amiga/anjo que tenho, a Larissa, e mesmo de longe ela percebeu algo que eu demorei 1 ano para perceber: Maria Fernanda trouxe além de fofura, um grande sentimento de união na minha família. Ela uniu toda a minha família em um momento de uma perda irreparável, que foi a morte da minha avô/mãe/tudo Elizabeth (vovó faleceu enquanto eu estava de resguardo, mas ainda pude levar a Mana para que ela a conhecesse. Valeu, Deus!). Meu pai é louco pela Mana. Minha mãe ama a Mana. Meus irmãos são tios corujas da Mana. Meu sobrinho David quando quer pensar em algo bom, pensa na Mana. Ela trouxe uma coisa que não havíamos percebido ter perdido. E na festa de 1 ano dela? TODOS da família quiseram participar e TODOS ajudaram para a realização de um super aniversário. E outra, ela ganhou tantos presentes que superou a meta na loja em que fiz a lista de aniversário e ganhou bônus para mais brinquedos. Ela tem ou não tem sorte? Muito obrigada a todos por isso.

Mas é como falam, criança quando nasce já traz o pão. E no caso, a Mana trouxe pão e união.