8 TEXTOS ESCRITOS por ELAINE JERÔNIMO

Como vocês bem já estavam acostumado hoje era o dia que a linda da Elaine vinha deixar seus belos textos por aqui, e por motivos de é a vida ela precisou dar uma pausa e se dedicar em outros projetos. Mas decidi que ela merecia um post com o compilado de textos que ela deixou pra gente. Vamos relembrar a trajetória dela por aqui;

1. MÃE DE DOIS por ELAINE JERÔNIMO

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2. MEU FILHO É MEU, MAS ELE TAMBÉM É DELE por ELAINE JERÔNIMO

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MARIA FERNANDA, UMA BEBÊ DE SORTE por ELAINE JERÔNIMO

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NÃO É CLICHÊ, SÓ AS MÃES SÃO FELIZES por ELAINE JERÔNIMO

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INTUIÇÃO MATERNA por ELAINE JERÔNIMO

Intuição materna

QUEM BEIJA MEU FILHO, MINHA BOCA ADOÇA por ELAINE JERÔNIMO

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OS HOMENS DA MINHA VIDA por ELAINE JERÔNIMO

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ATÉ LOGO por ELAINE JERÔNIMO

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Uma delícia recordar a passagem dessa grande mãe por aqui, afinal quem é mãe e não se identifica com todos esses textos? Como minha mãe dizia, e estava certíssima, mãe só muda de endereço. Volte logo Elaine, estamos lhe aguardando de braços abertos.

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QUEM BEIJA O MEU FILHO, MINHA BOCA ADOÇA por ELAINE JERÔNIMO

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Uma coisa é certa, que mãe não fica feliz com a felicidade do filho? Quem agrada o filho, agrada por tabela a mãe. Essa é uma lição que aprendo a cada dia, no meu cotidiano materno. Podem até ser ingenuidade minha, mas não consigo ficar com raiva de alguém que faz bem aos meus filhos. A felicidade deles é a minha felicidade. Na mesma proporção, sugiro que jamais os maltratem nem na minha presença nem na minha ausência.

Sempre tenho o costume de citar alguns casos que aconteceram na minha vida para exemplificar a minha fala e hoje não será diferente. Na época em que eu ainda estava na faculdade tive um professor me chamou atenção pelo seu mau humor gratuito com os alunos, sua grande má vontade de estar lá de tarde, logo no 1º horário (quem advoga sabe o quanto é ruim e apertado o horário do almoço até às 15h). A matéria não era nenhum um pouco agradável aos meus olhos e o professor não ajudava muito. Até aí tudo bem, normal. Mas certo dia, para a incrível surpresa de todos, lá estava o tal professor de Mediação e Arbitragem feliz da vida, transbordando alegria sem um motivo aparente. Um doce para quem acertar a razão de tanta felicidade para às 14h de uma quinta feira? Sim, era uma mulher. A razão para tanta felicidade era que sua filha viria passar uma semana com ele. Gente, juro, ele era outra pessoa só pela notícia que ela viria. Até rejuvenesceu. E nesse dia em que ele soube que ela viria mesmo aqui para Manaus, ele falou bastante dela e de como era importante estar perto de quem se ama. Falou inúmeras coisas da sua filha, de como era inteligente, esperta, saudável e ele mesmo que tivesse problemas com algumas pessoas, o fato dessas pessoas cuidarem bem da filha dele, já adoçava a sua boca, fazia com que todo o desentendimento acabasse e a paz voltasse. Foi Então que ficou a frase “ quem beija o meu filho, a minha boca adoça”, na minha mente.

O texto dessa semana é curto, mas a mensagem que quero trazer é novamente sobre cuidado, sobre tratar as pessoas com respeito. Tratar com carinho, com cuidado, é uma coisa que não preço. Imagine cuidar bem dos nossos filhos? Não há dinheiro que pague por isso.

P.S: Professor, me desculpe, mas essa foi a única lição que aprendi em Mediação e Arbitragem…

NÃO É CLICHÊ, SÓ AS MÃES SÃO FELIZES por ELAINE JERÔNIMO

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Cazuza estava certo, só as mães são felizes. De verdade gente, não lembro mais como era antes de eu ser mãe. Tenho essa certeza, minha vida começou pra valer depois da maternidade. Foi um grande start.

Com meu primeiro filho, no começo, tudo foi mais devagar (talvez pelo fato de ali ter nascido também uma mãe). A gravidez foi uma eternidade, o primeiro ano da mesma forma. Porém, depois dos três primeiros anos, o tempo voou e por mais que eu tivesse sempre super presente na vida do meu filho Luiz, de vez em quando eu sinto falta do meu bebê Luizinho. Confesso, antes de ser mãe, eu achava que minha vida iria parar se eu tivesse um bebê e todo aquele monte de blábláblá de gente que tem medo de viver. Ser mãe não me impediu de me graduar, pós graduar, cursar uma segunda graduação, trabalhar. Deus novamente foi muito bacana comigo ao me dar excelentes pais, uma avó mãe e outra mainha, além de um marido muito dedicado, que garantiram que eu pudesse sempre prosseguir. O meu filho sempre foi muito independente, talvez isso tenha ajudado, mas sem que eu pudesse me preparar direito, aos 6 anos de idade dele eu já estava na sala ( e no escuro) o esperando chegar do cinema… e como diz a música, ele era filho último, então eu não poderia dormir antes dele chegar… Da mesma forma agora com a Maria Fernanda. Mana ainda tem um ano, mas já se passou 1 ano! E passou voando mesmo, Mana já tem 10 dentes, dança, faz poses quando está arrumada e ano que vem vai para a escola, ou seja, segura o coração da mamãe! (apesar de saber que essa é a melhor decisão que posso tomar). O tempo passa rápido demais para não viver cada minuto. O tempo urge, moçada jovem.

Falar de maternidade, só me remete a amor. Tive sorte. Deus sempre foi bom comigo. O amor que descobri sendo mãe, é um amor que não consigo mensurar. É um amor que ultrapassa qualquer outro tipo de amor. É um amor incondicional, um amor de renúncia, um amor de compreensão, um amor sincero e acima de tudo, um amor eterno. Não existe ex mãe nem ex filho. Mesmo que a gente fique cansada, fique chateada com algo que nosso filho tenha feito, o amor de mãe ultrapassa qualquer chateação, é um amor renovável a cada conquista, a cada sorriso, a cada desenhinho feito no dia das mães, a cada choro, a cada dor. É um amor que muda o seu mundo e no meu caso, mudou para melhor. Fico sempre contente quando comentam isso comigo, de como a maternidade me fez bem. Ser mãe é amar, amar e amar. E eu amo, amo, amo.

Quem me conhece sabe, não sou muito de filmes (sim, tenho mais esse defeito). Geralmente assisto apenas comédias, mas em exceção eu assisti ao filme do Cazuza. A história dele é louca e tudo mais, mas não teve pra onde correr, só prestei atenção na mãe dele. Aquela era a história da mãe dele e do amor dela por aquele filho. Cazuza fez mil coisas erradas que deixariam qualquer um puto da vida e com vontade de nunca mais olhar na cara dele. Mas a mãe dele não. Ela ficou com ele desde sempre, até o dia que a vida o levou. Aquilo sim, foi amor de verdade, com sabor de fruta mordida. Não se tratava de aceitar todo o mal feito, se tratava de amar apesar do mal feito. Era um amor de mil rosas roubadas, que perdoava as mentiras e as mancadas. Ela o amou com todo o amor que havia na vida dela. Ela viveu e vive por aquele amor. E esse amor de mãe, depois da morte do filho, não ficou represado e hoje ajuda centenas de mães e filhos de carecem de amor e cuidado.

Me perdoem as mulheres que não são mães, mas ser mãe transforma a mulher e na minha ótica, a mulher que não passa por essa experiência na vida (nem que seja “mãe de cachorro”, “mãe de gato”), fica incompleta. Todas as mulheres (as que conheço) que não foram mães, não se sentem completas (pelo menos é o que me parece). Por óbvio que não estou cobrando que todas as mulheres queiram ser mães, quem não quiser, não seja. Não julgo, mas alerto: não sabem o que estão perdendo.

A vida é bela.

MEU FILHO É MEU, MAS ELE TAMBÉM É DELE por ELAINE JERONIMO

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Nesses sete anos de vida de Luiz Felipe muita coisa mudou, menos as longas horas que espero por ele. Certo dia eu estava esperando o Luiz Felipe ( então com 3 anos) sair da sala de aula. Como de costume, o Luiz enrolava e queria ser o último a sair da escola. E eu ficava lá, esperando. Foi então que uma garotinha me abordou: “ Tia, eu já trouxe a mochila do Luiz pra você! Não precisa subir para buscar!”. Eu prontamente agradeci e fomos embora.

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No dia seguinte, preparei a lancheira do Luiz Felipe com as coisas que eu achava que ele deveria comer (nem sempre era o que ele queria) e ao retornar da escola, vi que a lancheira estava da mesma forma como eu mandei. Então eu perguntei ao Luiz se ele não havia gostado da merendinha, foi então que ele respondeu: “ A Laura levou bolo de chocolate pra mim, ela sabe que eu gosto”. Meu coração ficou todo gelado. Como poderia uma coisa dessas? Mas enfim, conversei com meu marido e ele me convenceu que era coisa da minha cabeça.

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Em outra oportunidade, vejo o Luiz junto aos coleguinhas, contando uma das suas histórias e só ouço risadas e comentários da dita menina: “Gente, como o Luiz é engraçado!”, “ O Luiz é demais!”. Daí foi o suficiente para eu tomar raiva da menina. Me emburrei mesmo. Achei um absurdo tudo aquilo, afinal eram pequenos e blábláblá. Fiquei totalmente de má vontade com a tal menina.

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Daí o tempo passou e a menina continuou a tratar a mim e a meu filho bem, continuou buscando a mochila, continuou se divertindo com ele e trazendo o tal bolo. Daí eu pensei: “Gente, ela só faz bem a ele, como posso ter raiva de alguém que só faz bem ao filho?”. Essa foi mais uma vez que a vida me ensinou que meu filho é meu filho, mas que também é alguém dotado de personalidade, de vida própria. E assim continua até hoje, cada vez mais. Meu filho sempre será meu filho, mas preciso compreender que ele é dele também.

E a tal menina? Bem, a tal menina e o Luiz trocam mensagens pelo whatsapp e hoje sou amiga da mãe dela, que a duras penas também teve a mesma lição que eu.

MÃE DE DOIS por ELAINE JERÔNIMO.

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Oi gente! Assim como outras mães, sou leitora do blog Curtindo a Vida a Três e quando a Denise falou que gostaria de uma colaboradora fui lá e me candidatei. Espero ficar um pouco por aqui. Inicialmente gostaria de falar um pouco sobre mim e de como cheguei aqui. Bem, meu nome é Elaine Jerônimo, sou casada há 11 anos com o Luiz Jr., sou mãe do Luiz Felipe de 7 anos e da Maria Fernanda de 1 ano, e no tempo que sobra sou advogada trabalhista (mas sem dúvidas, sou antes de tudo mãe). Meu marido e o marido da Denise trabalham juntos e acompanhei e torci bastante por essa “Vida a Três”. Graças a Deus as coisas tem dado certo.

Mas como eu estava dizendo, sou mãe. E sou mãe de dois. Tenho um casal. A diferença de idade entre eles é de 6 anos, e garanto, faz uma diferença enorme. É clichê dizer “ cada filho é de um jeito”, mas é a mais pura verdade. O Luiz Felipe, desde cedo, sempre foi bem para frente, massacrando meu coração de mãe de primeira viagem todas as vezes que não me deixava dormir junto com ele ( eu sei que é errado, gente! É que sou pisciana!). Já a Maria Fernanda, parece gostar mais de estar na nossa presença, complementando a nossa família.

Mas sabe de uma coisa? Pensando bem, Deus me deu o que eu precisava e não o que queria. E também garanto, foi bom pra mim. Tive meu primeiro filho às vésperas do meu aniversário de 22 anos e o fato de ele ser independente, me ajudou demais, afinal, eu também ainda estava amadurecendo. Foi e está sendo um desafio, da mesma forma que é um grande privilégio para mim. Sou mãe de um cara legal. Já com a minha filha, com a experiência que adquiri, acredito ser uma mãe melhor, mais calma, mais tranquila, mais centrada e muito mais consciente de que os filhos são seres com vida própria, personalidade própria e de que eles crescem rápido. Porém, devo admitir que a Maria Fernanda ajuda bastante em tudo isso, afinal, ela é que é calma, tranquila e centrada. Chamo-a carinhosamente de “Mana”. É minha filha, mas é também minha mana, sempre companheira e amiga. Aos domingos, gostamos de tomar café da manhã só nós duas. Ela é uma fofa.

Daí é isso, gente. Quero somar minhas experiências com a da Denise e falar/desabafar um pouco sobre essa missão: ser mãe, de verdade.