PARABÉNS PAPAI BRUNO

Manda dizer pra Ludimila que não é hoje, é só amanhã. Hahhahahha. Olá galera, pra quem não sabe amanhã é aniversário do papai Bruno, e o post ta saindo hoje porque amanhã (17.10) estaremos numa aventura rumo a cachoeira da porteira onde iremos passar o fim de semana acampando, vai ser a primeira vez do Bruno como campista e todos os nossos amigos estarão lá, vai ser mega divertido. Mas antes quero repassar por aqui algumas felicitações que chegaram até mim especialmente para o meu amor ❤

FELIZ ANIVERSARIO BRUBS

AHahah, quantos parabéns! Brincadeiras a parte, quero que você (Bruno) saiba que a cada ano que passamos juntos me sinto ainda mais feliz. É difícil não ser clichê nesses momentos, mas como não lembrar da nossa história? Ano passado nessa mesma época estávamos internados e mesmo assim não deixamos essa data que eu considero tão especial passar em branco, lembra? Tivemos que comprar o porteiro pra ele deixar a gente entrar com bolo, refrigerante e salgadinhos no hospital, distribuímos torta para as enfermeiras para que aquilo ficasse apenas entre a gente. Foi divertido, porque estar ao seu lado, independente da circunstancia, é sempre muito divertido. Eu te amo tanto, tanto que eu podeira passar meses contando momentos que me fizeram ficar mais e mais apaixonada por você, mas chega! Amanhã é seu dia e mais uma vez vamos construir uma linda história. Beijos te amo ❤

Método Canguru, digam “oi” , e os retoques finais.

Canguru_baby

(Imagem)

Oieee, eu queria dizer que estou amando ouvir/ler todas as mensagens que estão me mandando, sobre como estão gostando de ler o blog e de como torcem pela minha família, acreditem, é impressionante como isso muda o meu dia. Outra coisa que vem mudando bastante os meus dias é a minha nova fase junto da Luna, no finalzinho dessa semana que passou eu e perereca começamos a trabalhar o Método Mãe Canguru.

Pra quem nunca ouviu falar ( como eu nunca tinha ouvido ) o método consiste em uma maior aproximação dos pais com o bebe, o contato tem que ser pele a pele, dessa forma o corpo da mãe ou do pai aquece o filho. O método é muito indicado pra bebes que estão a baixo do peso e também ajuda os recém nascidos, principalmente os prematuros, a se lembrarem de respirar evitando a apneia. Além de todos os benefícios pro bebe é muuuuito gostoso gente, é uma delicia sentir a pele dela na minha, sentir o cheiro do cabelinho dela, olhar bem pertinho nos olhos dela, sentir a respiração dela na minha, não tenho nem como explicar.

A propósito, conheçam a Luna Perereca, fiquei pensando por vários dias se deveria ou não publicar fotos da perereca ainda no hospital, sabe aquele medo de más vibrações e tudo mais? Pois é, tenho medo de estar “expondo” ela de mais, mas daí tenho recebido tanta força de todo mundo, inclusive de quem acompanha o blog, eu e Bruno conversamos e cheguei a conclusão de que não vou poder esconder ela pra sempre e que o nosso amor sempre vai protege-la do “mau olhado”. Agora me digam se ela não é a coisa MAIS linda do mundo! #corujando

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( Foto: Bruno Uchôa )

Logo estaremos em casa, essa ja é a reta final, como ela passou muito tempo respirando com a ajuda de aparelhos o pulmãozinho dela acabou se acostumando e ta sendo difícil fazer com que ela respire completamente só, mas isso é só uma questão de tempo, assim como ja estamos estimulando ela a sugar no peito e se livrar da sondinha. Eu quase não aguento de tanta ansiedade, ainda mais agora que falta tão pouquinho, sonho com o dia que a levaremos para casa.

Tenho vontade de fazer mais posts sobre nós três, mas fico com medo de não ser interessante a vocês, por isso é importante o feedback que eu tenho recebido, é bom saber que ai do outro lado tem alguém pra ler o que eu escrevo. É isso, espero que tenham gostado, não deixem de curtir/compartilhar/comentar e até a próxima. BEIJOS :**

O Milagre de Natal

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Eu sei que o natal já passou, inclusive, espero que tenha sido ótimo para todos assim como foi pra minha família. Mesmo assim achei digno compartilhar com vocês um pouco sobre o melhor natal das nossas vidas.

Primeiro quero comentar sobre o status da Luna no hospital, pra quem não viu tem um post inteiro e GIGANTE sobre o nascimento, e talvez seja bom dar uma lida pra se localizar na história ( é só clicar aqui ). Como tinha comentado no post padecendo no paraíso, Luninha tinha conseguido em uma semana o que médicos disseram que demoraria meses, ou seja, saiu da UTI. Hoje ela ta pesando bem menos do que quando nasceu, o que é extremamente normal a qualquer recém nascido ( prematuro ou não ), porém, pra ela poder vim pra casa e ficar conosco precisa pesar em média 2kg, e o peso dela atual é de 1,500kg. A boa noticia é que ela não precisa de mais nenhum aparelho, consegue respirar sozinha e não apresenta nenhum risco de infecção, porém sua pele é muito fininha e isso ajuda a evaporar rápido de mais o peso que ela ganha. Apesar de não estar mais em risco a progressão é lenta e quanto menos esforço exigirmos dela mais rápido ela conseguirá atingir a meta de peso.

As visitas na UTI são feitas duas vezes ao dia, uma pela manhã e outra no fim da tarde, mas eu tinha encasquetado que ninguém me impediria de ver minha filha na noite do dia 24/12, e como sempre Bruno fez da minha loucura a dele. A parte boa de ter passado tanto tempo no hospital é que todo mundo nos conhece por lá, eu disse TODO MUNDO, do segurança ao cirurgião, andando pelos corredores até pessoas que eu nunca vi na vida me perguntam como vai a saúde da minha filha, e isso nos ajudou muito nessa noite. Chegamos de mansinho dizendo que queríamos dar feliz natal a nossa filha e os seguranças que já eram íntimos do Bruno nos deixaram entrar, chegando na UTI, a recepção estava vazia e isso me fez logo ter medo de pegar uma bronca, ainda bem que o Bruno me arrastou e conseguimos falar com uma enfermeira lá de dentro.

– Podemos só dar um feliz natal a nossa filha?

– Ok, mas não demorem!

Que incrível! Do jeito que estávamos fomos ao pé da encubadora, ficamos olhando pra nossa pequena perfeição, o primeiro natal dela, o nosso primeiro natal em família e só podíamos olha-la. Um sono tão gostoso, o mundo inteiro em festa lá fora e o que eu mais queria era poder encolher e ficar agarradinha la dentro com ela. Alguns bons minutos passaram, eu e Bruno não conseguíamos ir em bora, parecia que algum ímã estava ligado. Choramos, nos abraçamos, desejamos feliz natal a ela e decidimos que era hora de partir, foi aí que o milagre de natal aconteceu.

O enfermeiro chefe apareceu na hora e nos perguntou porque já estávamos indo se ainda nem tínhamos pegado ela no colo. Meu coração disparou, acho que meus olhos ficaram maior que minha cabeça, a cara do Bruno estava tão engraçada quanto, fomos pegos de total surpresa, nunca imaginávamos que isso seria possível, largamos um ” e pode? “, não sei, mas acho que nossa felicidade era tão grande que não há com o que comparar. Rapidamente vestimos todos os equipamentos de segurança e ficamos a espera do nosso presente.

Preciso confessar que essa foi a primeira vez que coloquei um bebezinho no colo, toda desengonçada, nem sabia como segurar. Ela é tão pequena, tão frágil que fiquei morrendo de medo da minha brutalidade machuca-la, a enfermeira me mostrou como eu deveria fazer e colocou ela nos meus braços, demorou um pouco pra eu conseguir uma posição boa pra mim, tava tão nervosa que nem uma estátua era mais travada do que eu. Depois de um tempinho tentando finalmente consegui, eu estava tão maravilhada com aquela situação que me faltavam palavras, o mundo ao meu redor tinha parado e eu não queria estar em outro lugar além dali. Ela estava tão confortável em meus braços, eu e Bruno estávamos tão felizes que mal vimos a hora passar, quase virávamos o natal por ali mesmo.

Segurar minha filha no colo foi a melhor experiencia da minha vida, e no natal tudo se potencializa, eu não poderia ter recebido presente melhor que esse. Saímos do hospital anestesiados, parecia que tínhamos visto anjos ( e tínhamos mesmo ). Não conseguímos tirar nenhuma foto, mas esse momento vai ficar guardado pra sempre em nossas memórias. Hoje pra facilitar a vida dela e o ganho de peso o ideal é que ela fique quietinha dentro da encubadora, mas eu aguardo ansiosa o dia em que poderei coloca-la em meus braços novamente.

Padecendo no Paraíso

– Denise e Bruno mudaram seus status de Gravidinhos para Mãezinha e Paizinho.

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Isso mesmo gente, pra quem não me acompanha nas redes sociais no dia 16/12 eu me tornei a mais nova mamãe do pedaço. Vocês lembram que não sabíamos que sexo seria nosso bebê? Pois é, ficamos sabendo na hora do nascimento e GENTE que emoção, quando o médico (anestesista) disse ” nasceu “, meu coração parou por alguns segundos, e quando o médico (cirurgião) disse ” é uma menina ” não sei nem explicar o que eu senti nesse momento, só me lembro de Bruno dizendo ” é a nossa Luna “.

Vou tentar contar um pouco sobre como foi esse dia. Que a Luna ia nascer prematura todos já estávamos bem cientes disso, mas nas ultimas semanas tínhamos entrado numa fase de que todo dia era dia, sempre havia uma novidade e um ” risco ” de parto. No dia 12/12 conseguimos uma liberação da médica pra passarmos o fim de semana em casa e logicamente estávamos super felizes com isso, no mesmo dia consegui ir a uma novena e a um evento da Fermen.to, até então estava tudo as mil maravilhas. Foi no dia seguinte ( sábado ) que as coisas começaram a mudar, o meu cansaço era iminente, não conseguia andar daqui pra ali, e foi no finalzinho da tarde que as dores começaram a vim.

No começo era apenas um desconforto, mas com o tempo elas foram aumentando, não era algo extremamente desesperador mas no mínimo preocupante, comecei observar que vinham ritmadas de tempos em tempos, era a bendita da contração. A preocupação ja era maior que qualquer vontade de estar fora do hospital, resolvemos voltar. Entrada pelo pronto socorro, internação imediata. Não existia remédio que parasse a dor que eu tava sentindo, mas ainda assim o domingo foi tranquilo. Foi na segunda feira que o bicho pegou, as dores eram insuportáveis, de 5 em 5 minutos parecia que espremiam todos os meus órgãos internos, haja fazer toque e nada de dilatação, médicos que acreditamos estarem com medo da situação em que eu me encontrava me davam respostas frias e sem nexo sobre o que tava acontecendo.

Uma das coisas que aprendemos no hospital é que raramente conseguimos um médico que seja gente boa e ótimo profissional, percebemos que esses fatores são quase extremos. No dia seguinte a minha volta ao hospital fiz uma ultrassom pra saber se a Luna estava bem, e aparentemente estava, percebemos um erro no laudo dele mas achamos que não faria diferença. No dia seguinte quando a médica analisou a ultrassom decidiu que o mais coerente seria pedir outra, ja que aquela estava errada. E foi ai que as coisas começaram a ficar estressantes e confusas, pois o médico que viu a segunda ultrassom decidiu na hora que deveríamos fazer a cirurgia, porém quando ele viu o erro anterior e que ela tinha sido feita pelo mesmo médico achou arriscado de mais confiar num laudo contraditório. Eu ja estava la em baixo na sala de pré parto quando ele disse que esperaríamos até o dia seguinte pra fazer um novo exame e ai decidirmos se era necessária ou não a cesárea de emergência, ou seja, eu passaria mais uma noite com aquelas dores terríveis.

Ficava cada vez mais insuportável, e a minha preocupação com a Luna era maior que qualquer coisa, ela tava se apressando e um erro médico poderia ter uma grave consequência. Começamos a monitorar os batimentos dela de 1 em 1 hora, em 4 meses de hospital o coraçãozinho dela não tinha se alterado em nenhum momento, até então. Confesso pra vocês que não me lembro muito bem os detalhes dai pra frente, mas me lembro que as dores eram insuportáveis e o medo de algo dar errado era desesperador. Mas me lembro que a anestesia não doeu ( e isso é um mito que deveria ser extinto ) a equipe que trabalhou durante o procedimento foi muito atenciosa, não houve desespero, não houve grosseria, eu me sentia segura com as pessoas dentro da sala.

Bruno não saiu do meu lado nenhum momento, e ele foi o primeiro a ver nossa linda bebezinha. Eu estava anestesiada e cheia de remédio pra dormir, não me lembro de emoções muito fortes apenas de um alivio misturado com felicidade muito grande. Um dia eu consigo arrancar dele um texto sobre a visão dele a respeito de tudo isso, tenho certeza que é muito mais emocionante.

Luna nasceu com 7 meses completos, pesando 1690gramas, por ser muito prematura e ter diversos riscos de infecção, problemas pulmonar, problemas nos rins, entre outros, foi direto pra UTI Neo Natal. Os médicos não sabiam dizer exatamente o que deveríamos esperar, a frase mais usada era “os prematuros são imprevisíveis” e a luta era dia após dia. O que eu posso dizer é que eu gerei o ser humano mais forte do mundo, pois em uma semana ela conseguiu aquilo que estava previsto para 30 a 40 dias. Apesar de tudo que passamos, do tempo morando no hospital, dos estresses com médicos e enfermeiros que estavam na profissão errada, e tudo mais que ninguém poderia fazer ideia, tudo valeu MUITO a pena, e se precisasse faria com certeza tudo de novo.

Quero terminar esse post que já esta enoooorme dizendo que falta pouco, falta pouco pra eu ter meu milagre particular nos braços, falta pouco pra eu poder grudar e não desgrudar nunca mais. Falta pouco, mas cada dia parece ser uma eternidade, e no final eu serei muito bem recompensada.


Este post é dedicado a todas as pessoas que me acompanharam e me deram força pra conseguir chegar onde chegamos. Ao Bruno que nunca saiu do meu lado, que foi o meu maior pilar, engolia o próprio desespero pra não me deixar abalar, carinhoso, atencioso, namorado, amigo, pai da Luna, ele era capaz de se reinventar todos os dias pra que eu não caísse no desespero, é muito bom olhar nos olhos dele e poder dizer CONSEGUIMOS! Com certeza sem ele eu não chegaria até aqui. A minha mãe que mais uma vez me colocou em seu colo e me protegeu de todas as adversidades do momento, me passou todo o amor e segurança que um dia eu espero poder passar a minha filha, mais uma vez me mostrou que as mulheres da nossa família são feitas de titânio revestido de doçura. Não posso esquecer de minha Sogra que também me acolheu como filha, a minha tia Adeli que mesmo passando por problemas tão grandes, sempre nos deu força e ajuda. As minhas cunhadas que sempre me animavam com visitas. Papai e Sogrinho que a maneira deles estavam envolvidos. Meu irmão que também não deixou seu papel de protetor de lado. Amigos, amigas, parentes, técnicos, médicos, enfermeiros e todas as pessoas que conseguiam nos dedicar um pouquinho do tempo delas. Por ultimo, mas muuuito importante quero agradecer Hailton ( meu padrasto ), sem ele e os cuidados que ele teve conosco teria sido muito mais difícil, jamais iremos conseguir retribuir tudo o que ele fez por nós três. Mas pode ter certeza que nos esforçaremos ao máximo pra devolver ao menos um pouco de todo amor e agradecimento que temos por ele.