MARIA FERNANDA, UMA BEBÊ DE SORTE por ELAINE JERÔNIMO

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Agora chegou a vez de eu falar da minha princesa, da minha Mana, da minha filha Maria Fernanda. A Mana foi sonhada, planejada e muito querida mesmo antes de nascer. O pai dela sempre descrevia uma bebê e essa bebê era a Maria Fernanda (que por mim, se chamaria Mariana, mas fui voto vencido). A taurina Maria Fernanda é uma bebê calma, companheira, de hábitos bem regulares, de uma saúde de ferro, um tanto vaidosa (não sai de casa sem uma bolsa a tiracolo) e muito, mais muito fofa. Tá bom, o defeito dela é ser gulosa (mas eu acho que é só uma fase, rsrsrs).

“- A Mana é uma fofa!”

“ – Como é fofa essa bebê!”

Sempre ouço esse mesmo adjetivo quando falam da minha filha. Mas gente, corujisse à parte, a Mana é uma fofa mesmo. É impressionante como todos falam a mesma coisa em relação a ela. Mas antes de ser fofa e carismática, a Maria Fernanda é uma mulher de sorte. Digo isso em virtude das inúmeras vezes em que tudo parecida dar errado para ela e o jogo virava “do nada” e tudo dava certo. Tudo dá certo para a Maria Fernanda. O Universo parece conspirar para que tudo saia da melhor forma possível para ela. E digo mais, todos parecem gostar de fazer parte do universo dela. Seja nos passeios que ela adora, seja nos lanchinhos que ela ama, seja no cuidar que nos cativa.

A gravidez da Maria Fernanda foi ótima e o pós melhor ainda. Como alguns sabem, sou advogada e bato no peito para dizer que durante a gravidez da Mana trabalhei até um dia antes de tê-la (Mana nasceu dia 25/04/2014 às 02h30 da manhã de uma sexta-feira…. segunda-feira eu estava ao telefone fazendo meus acordos judiciais… eu sei que é errado e mãe me desculpe por isso). Já nos primeiros dias, da mesma forma, Deus foi incrivelmente legal com a Maria Fernanda ( e comigo, por tabela) ao nos mandar uma babá excelente e diversos outros presentes. Voltando um pouco ainda na gravidez, para a Maria Fernanda fiz baby chá ( que não havia feito para o Luiz Felipe), e no baby chá a Mana ganhou muuuuuuitas coisas, umas 4x o que eu investi para fazer a tal festinha. Da mesma forma, também no primeiro mês, a Mana também ganhou uma excelente pediatra que lhe garantiu a incrível marca de não adoecer em todo seu 1º ano de vida e de nunca sequer ter posto o pé em um pronto-socorro ou coisa parecida. Descartes tinha razão, Deus não pode ser um ser maligno, pelo contrário, Deus é bom.

Outro dia eu estava conversando com uma amiga/anjo que tenho, a Larissa, e mesmo de longe ela percebeu algo que eu demorei 1 ano para perceber: Maria Fernanda trouxe além de fofura, um grande sentimento de união na minha família. Ela uniu toda a minha família em um momento de uma perda irreparável, que foi a morte da minha avô/mãe/tudo Elizabeth (vovó faleceu enquanto eu estava de resguardo, mas ainda pude levar a Mana para que ela a conhecesse. Valeu, Deus!). Meu pai é louco pela Mana. Minha mãe ama a Mana. Meus irmãos são tios corujas da Mana. Meu sobrinho David quando quer pensar em algo bom, pensa na Mana. Ela trouxe uma coisa que não havíamos percebido ter perdido. E na festa de 1 ano dela? TODOS da família quiseram participar e TODOS ajudaram para a realização de um super aniversário. E outra, ela ganhou tantos presentes que superou a meta na loja em que fiz a lista de aniversário e ganhou bônus para mais brinquedos. Ela tem ou não tem sorte? Muito obrigada a todos por isso.

Mas é como falam, criança quando nasce já traz o pão. E no caso, a Mana trouxe pão e união.

MEU FILHO É MEU, MAS ELE TAMBÉM É DELE por ELAINE JERONIMO

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Nesses sete anos de vida de Luiz Felipe muita coisa mudou, menos as longas horas que espero por ele. Certo dia eu estava esperando o Luiz Felipe ( então com 3 anos) sair da sala de aula. Como de costume, o Luiz enrolava e queria ser o último a sair da escola. E eu ficava lá, esperando. Foi então que uma garotinha me abordou: “ Tia, eu já trouxe a mochila do Luiz pra você! Não precisa subir para buscar!”. Eu prontamente agradeci e fomos embora.

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No dia seguinte, preparei a lancheira do Luiz Felipe com as coisas que eu achava que ele deveria comer (nem sempre era o que ele queria) e ao retornar da escola, vi que a lancheira estava da mesma forma como eu mandei. Então eu perguntei ao Luiz se ele não havia gostado da merendinha, foi então que ele respondeu: “ A Laura levou bolo de chocolate pra mim, ela sabe que eu gosto”. Meu coração ficou todo gelado. Como poderia uma coisa dessas? Mas enfim, conversei com meu marido e ele me convenceu que era coisa da minha cabeça.

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Em outra oportunidade, vejo o Luiz junto aos coleguinhas, contando uma das suas histórias e só ouço risadas e comentários da dita menina: “Gente, como o Luiz é engraçado!”, “ O Luiz é demais!”. Daí foi o suficiente para eu tomar raiva da menina. Me emburrei mesmo. Achei um absurdo tudo aquilo, afinal eram pequenos e blábláblá. Fiquei totalmente de má vontade com a tal menina.

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Daí o tempo passou e a menina continuou a tratar a mim e a meu filho bem, continuou buscando a mochila, continuou se divertindo com ele e trazendo o tal bolo. Daí eu pensei: “Gente, ela só faz bem a ele, como posso ter raiva de alguém que só faz bem ao filho?”. Essa foi mais uma vez que a vida me ensinou que meu filho é meu filho, mas que também é alguém dotado de personalidade, de vida própria. E assim continua até hoje, cada vez mais. Meu filho sempre será meu filho, mas preciso compreender que ele é dele também.

E a tal menina? Bem, a tal menina e o Luiz trocam mensagens pelo whatsapp e hoje sou amiga da mãe dela, que a duras penas também teve a mesma lição que eu.