SENSE8 E A RESSONÂNCIA LÍMBICA MATERNA

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Olá galera, hoje eu vim apresentar a vocês uma série que eu e Bruno estamos VI CI A DOS, e falar o porque dela ter tudo a ver com maternidade e os nossos sentidos de mamãe leoas. Sense8 é mais uma das apostas brilhantes da NETFLIX , escrita pelos irmãos Wachoswski ( Matrix ) e J. Michael Straczynski, traz uma proposta de heróis sem superpoderes. A trama é em torno de 8 pessoas que depois de um evento envolvendo uma mulher se suicidando começam a compartilhar, pensamentos, visões, lembranças, sentimentos e outras experiências sensoriais. Sem muita explicação de porque aquilo ta acontecendo a série foca mais nas histórias e conflitos de cada personagem ao invés de dar uma super justificativa, como vida extraterrestre ou algo assim. Daí vocês me perguntam, tá Denise entendi que a série é legal e tal, mas o que isso tem a ver comigo e o meu bebê? Calma que eu ainda vou chegar lá.

Se você ainda não se impressionou até aqui, deixa eu falar mais um pouco, sabe as 8 pessoas que compartilham basicamente do mesmo sistema nervoso? Elas vivem em lugares do mundo completamente diferentes, e algumas até são bem polêmicas pra “família tradicional brasileira”, os criadores da série provaram que podem trabalhar e explorar pessoas que são minoria no mundo sem fazer da condição delas o centro da história. Como a transexual lésbica e hacker Nomi que vive em São Francisco, que no começo da trama sofre com a incoerência da mãe e acaba parando num hospital onde tentam lobotomiza-la . Ou o ator canastrão Lito que vive no México e tem que esconder o romance gay com Hernando para que sua carreira de galã não seja prejudicada. Ou até mesmo Capheus que vive nas periferias de Nairobi e acaba tendo que passar poucas e boas pra cuidar da mãe portadora do vírus HIV.

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A questão toda é, porque essas pessoas conseguem compartilhar dos mesmos sentimentos de forma instintiva? No primeiro episódio ouvimos falar de Ressonância Límbica o que incrivelmente não é algo inventado especialmente pra trama fazer sentido, é algo extremamente científico que faz parte da biologia mamífera. É a capacidade de um mamífero conseguir entender e até mesmo compartilhar da emoção do outro, sem que nenhum dos dois precisem trocar uma palavra se quer, mas porque tudo isso parece tão fantasioso pra todos nós? Pelo simples fato de o ser humano estar perdendo a capacidade de se relacionar com a própria espécie e a natureza ao seu redor, quanto mais ligado uma pessoa é a outra mais forte será essa conexão entre elas, ou vai dizer que você nunca teve aquele melhor amigo que só de olhar um já sabia o que o outro tava pensando?

Eu acredito que quando uma mulher se entrega a gravidez, e vive aquela experiência da forma mais pura possível, esses sentimentos mais primitivos se intensificam. Como o ofato que fica aguçadíssimo pra que ela possa proteger a cria de coisas não muito boas, ou no meio da noite que sem a ajuda de nenhum aparelho a mamãe consegue ouvir o resmungo do filho mesmo que eles estejam em cômodos diferentes, ou como quando a Luna foi dormir sozinha na casa dos avós pela primeira vez e eu senti como se uma parte de mim tivesse sendo levada para longe, e quando estávamos indo ao encontro dela eu meio que conseguia sentir o seu cheirinho a quilômetros de distância, você pode ler mais sobre esse dia ( aqui )

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No episódio “O poder da literatura” tem uma cena em que a mãe da Amanita ( namorada da Nomi ) fala sobre a sua experiência, em que uma vez na infância da filha a perdeu em um evento com muitas pessoas, e que conseguiu acha-la por ter sido guiado pelo mesmo som que ela ouvia quando a filha dormia, e que ao contar a outras pessoas o que ela tinha sentido naquele momento e como ela tinha conseguido encontrar a filha ninguém acreditou. Esse tipo de experiência lhe soa familiar? Pra mim soa quase que rotineiro, esse elo que a mãe cria com o filho é a prova mais clara de que a capacidade do ser humano de se comunicar com a própria espécie vai além dos 5 sentidos que estamos acostumados.

A série é maravilhosa em todos os sentidos, traz reflexões pra vida que vão bem além do que estamos acostumados, mas se o objetivo maior da vida não é a evolução pessoal e a quebra de barreiras e paradigmas então não sei qual é. Super recomendo que todos assistam, mas tirem as crianças da sala já que algumas cenas são bem fortes.

Assista o trailer e deixe aí nos comentários o que vocês acharam e se alguém se identificou com esse “sexto sentido” . Beijos e até a próxima :*

Sessão pipoca: séries que amamos

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Oie, quando alguém me fala que não gosta / não assiste nenhuma série eu faço uma cara tipo ‘ WHAAAAT? ‘. hehehe

Eu e Bruno somos loucos por séries e fazemos questão de assistir a todas elas um do ladinho do outro. É mágico, eu amo! Uma pena que não temos tanto tempo pra assistirmos mais, por isso aqui vai algumas que nós dois acompanhamos juntos, tem as que eu acompanho sozinha também mas não vai entrar pra lista. Vou mostrar pra vocês as que estamos acompanhando no momento:

1. The Walking Dead

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Nem preciso falar muito né? Quase todo mundo é louco por essa série e a nossa história com ela é muito engraçada. Eu ja acompanhava TWD desde o início, mas o Bruno só foi começar assistir na metade do ano passado e olhem só, assistimos quase todas as temporadas no hospital… Isso mesmo! Chegamos a assistir episódios dentro da sala do pré-parto. Incrível né?! E o que mais gostamos na série é que passado o oba oba dos zumbies, começou o que realmente aconteceria na vida real, caso acontecesse uma catástrofe dessa, conflitos humanos. Afinal os zumbies são apenas ” animais ” querendo se alimentar, já os humanos continuam os mesmos…

2. The Strain

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Essa série é original do Netflix e nós começamos a assistir recentemente, assistimos a quatro episódios e ainda não conseguimos nos prender. The Strain aborda o tema mais saturado dos últimos tempos, vampiros. Porém eles trazem uma nova proposta pra esse universo, diferente de crepúsculo os vampiros não são nada bonzinhos e também não brilham no sol, mas também não são iguais aos medievais sugadores de sangue. É mais ou menos como se fosse uma doença, uma espécie de parasita que passa a viver dentro do corpo humano e vai ficando cada vez mais com sede de sangue. Ou seja, você pode ser um humano normal, contanto que esteja sempre bem alimentado. Não posso ainda dizer se a série é boa ou ruim, já que não terminamos a temporada. Vamos ver se conseguimos engolir essa nova proposta de vampiros parasitas.

3. Game Of Thrones

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Yeeeh! A melhor série da atualidade, mais uma que o Bruno deixou passar e estamos correndo pra recuperar o prejuízo. Temos feito maratonas de GOT a noite aqui em casa, ainda estamos na primeira temporada e não vai da tempo de assistir tudo antes do dia 12 de abril ( quando começa a 5a temporada ) maaaas, vai da pra pro Bruno se localizar no meio da história.

Por enquanto são apenas essas três, mas queremos dar início a muitas outras. Vocês tem alguma sugestão? Se sim, não deixem nos comentários. É isso gente, se gostaram do post não deixem de curtir e compartilhar, bju até a próxima :**