OS OBSTÁCULOS DA VIDA ADULTA

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Olá galera, levanta a mão quem ta desaparecida por aqui \o/. Primeiro, desculpem-me! As coisas andam bem corridas por aqui e depois da viagem tudo meio que tava de ponta a cabeça por isso a minha ausência. Segundo QUE MÊS LINDO DE VISITAS POR AQUI. Eu me sinto muito feliz em ver os números de acesso do blog crescendo, isso significa apenas uma coisa, carinho de quem acompanha a gente. Não sei ao certo como explicar, algumas vezes ( foram muitas ) eu senti vontade de abandonar o blog, deixar pra lá, não me traz retorno e acaba sendo bem trabalhoso, me tira o foco do trabalho e as vezes me faz queimar os neurônios a procura de ideias e conteúdos diferentes, mas basta um comentário, uma curtida, alguém novo que assinou a rrs, ou alguma coisa do tipo pra tudo valer a pena.

Sabe, mês que vem o blog faz 1 ano, e eu ando muito nostálgica no momento. Lembrar de tudo que passamos, de tudo que vivemos até aqui é uma experiência muito intensa pra mim. Lembranças de muito além do hospital, de depois de termos vindo pra casa e cada momento que vivenciamos essa vida a três. Graças a Deus nossa família é saudável e depois do que nos aconteceu a Luninha não precisou de mais nenhuma assistência médica personalizada. Agora nossos obstáculos são outros, a vida adulta não é fácil, quando a responsabilidade bate a porta não tem muito pra onde correr.

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Hoje somos uma família em desenvolvimento, não apenas a Luninha que a cada dia aprende algo novo, mas eu e Bruno também somos aprendizes dessa vida, essa jornada de quase casados, de pais, de donos do próprio umbigo nos faz muitas vezes questionar inúmeras coisas que ao longo das nossas vidas eram tratadas com naturalidade. Somos um casal em desenvolvimento, aprendendo ali no dia a dia, a entender e aceitar os limites um do outro. E digo uma coisa a vocês, não é fácil, mas quem disse que seria?

Entender a importância do dinheiro em nossas vidas tem sido um dos nossos maiores desafios, a linha é muito tênue entre é importante pra podermos viver, mas não tão importante que não possamos viver sem. Viagens, jantares, festas, roupas, brinquedos, serviços são algumas das coisas incríveis que o dinheiro pode comprar, mas ainda assim, não há dinheiro nenhum nesse mundo que compre o sorriso da Luna quando eu chego em casa, ou o barulhinho que ela faz quando dorme no meu colo. Por isso as decisões a serem tomadas se tornam tão difíceis, não há certo ou errado, tudo é justificável, mas será que eu sou capaz de abrir mão do trabalho e tudo o que ele pode me trazer pra curtir a primeira infância da Luna e todas as descobertas que ela traz? Mesmo que isso signifique não poder dar a ela todo o conforto e diversão que eu gostaria de oferecer? Em contra ponto quem seria eu além de mãe da Luna se eu largasse tudo o que me trouxe até aqui? Se nós somos o que fazemos, quem seria eu se abrisse mão de faculdade, trabalho, convivo social extra familiar.

Não meus amigos, não é fácil, mas ouvi dizer que não é pra ninguém. E que a vida adulta é assim, um monte de obstáculos a serem vencidos. No fim não há medalhas, não há méritos, apenas grandes lembranças e inúmeras histórias pra contar. Essa é a vida, muito antes de eu chegar e continuará sendo muito depois de eu partir.

MEUS 23 ANOS CHEGARAM, E AGORA?

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Eu gostaria de começar esse post pedindo desculpas pelo tamanho dele, eu sei que você vai olhar e dizer ” nossa mas que preguiça “, mas ainda assim lhe peço pra que ao invés de gastar um tempo dando scroll no seu facebook leia o que eu tenho pra dizer, talvez você se identifique ou talvez conheça alguém que esteja passando por isso e seja mais solidaria com a situação. Não, eu não estou morrendo ou algo assim, mas pode acontecer, como algumas pessoas sabem meu aniversário foi no sábado dia 20/06 e eu fiz 23 anos!

Eu sempre vivi precocemente, tentando estar sempre a frente da minha idade, tentando passar a ideia de ser mais velha do que realmente era. O que isso me trouxe? Bem, eu tenho poucas lembranças da minha adolescência e menos ainda da minha infância, não que tenha tido uma vida ruim ou algo do tipo mas é que eu passei muito tempo tentando ser o que eu não precisava ser naquele momento. Hoje aos 23 anos de idade sinto muito medo do tempo, do tempo que passa rápido e não perdoa ninguém, um dia eu estava completando 18 achando o máximo a ” maior idade ” 5 anos depois estou num apartamento alugado, sendo mãe. Eu amo a minha vida, eu amo o Bruno e não existe amor maior do que o que eu sinto pela Luna, mas eu também amo ser eu, amo ser infantil ao meu modo.

Aos 23 anos de idade ainda não sei se escolhi a área certa, não sei qual é a carreira dos meus sonhos e nem tenho expectativa quanto a isso, ainda gosto das músicas pops de adolescente e de assistir desenho. Sonho em ir a disney e brincar junto com a minha filha e não viajar pra fazer compras enquanto deixo ela num ” parque infantil ” , minhas comidas favoritas são doces e frutas amassadas com leite em pó. Mas principalmente gosto de pensar que tudo é possível num mundo onde a gente pode ser quem a gente quer ser, tenho medo de adentrar nessa vida adulta onde tudo tem que ser blasée e vida boa é vida chata, ser responsável é viver conforme a sociedade com todas as suas metas e padrões de felicidade.

Eu já cansei de ouvir a frase ” agora você é mãe, tem que ser mais pé no chão, tem que fazer isso, tem que abrir mão daquilo ” como se ter filhos fosse algo que deveria limitar a sua vida, e talvez eu ainda seja imatura pra entender isso, mas ao meu ver parece ser fruto de uma geração sexista onde a mulher depois que tinha filhos e casava devia se dedicar somente ao lar, esquecendo quem ela realmente era. Daqui à algumas semanas eu estarei voltando a faculdade e isso é maravilhoso, poder fazer algo POR MIM, mas ainda não decidi se arquitetura é o que eu escolhi ou se é algo que escolheram por mim. Estar com 23 anos, assim como 24 e 25, é uma dualidade, você se olha no espelho e não ver nada de diferente de 5 anos atrás, você não se sente aquela pessoa adulta que tanto aparece nas novelas mas sabe que também não é mais nenhuma teenager. Eu diria que 23 anos é uma idade tão confusa quanto 11 anos, você não é nem tão novo pra ser uma coisa e nem tão velho pra ser outra. É cobrado por algumas situações mas sabe que no seu âmago anseia por outras.

Mas o mais incrível disso tudo é que aqui em casa a gente costuma a viver fora da caixa, o Bruno sempre me apoia em qualquer escolha e nunca me enquadra em nenhum padrão, o que me leva a acreditar que o ” preconceito ” está dentro dos meus próprios padrões, eu acabo me cobrando e exigindo atitudes e pensamentos desnecessários. Por isso decidi que não farei mais isso comigo mesma, não serei mais a pessoa que busca agradar alguém. Irei pra faculdade não pra dar segmento a algo que a mim foi fadado, mas pra decidir se é aquilo que eu realmente quero e se não for que eu mude até me encontrar, assim como se eu quiser ter uma mecha de cada cor no meu cabelo não vai ser o ” padrão dona de casa de qualidade ” que vai me impedir, sei que não serei uma mãe ruim por ter uma cor diferente de cabelo, e se eu achar que devo abrir minha própria empresa com as minhas próprias regras, porque não?

É libertador quando a gente percebe que a vida adulta não precisa ser um monte de regras e contas e uma vida chata, que a diversão não acaba com a adolescência, que a vida adulta pode ser sim cheia de sonhos mirabolantes e que você não precisa mais de ninguém pra aprova-los, basta ir lá e fazer. Eu não sei se faz muito sentido tudo o que eu disse aqui ou se alguém também ta passando por uma crise de identidade, mas é legal falar sobre algo que nos incomoda e que não deveria incomodar.

VÍNCULO MATERNO, MINHA EXPERIÊNCIA.

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Já faz quase seis meses que a Luna nasceu, e durante esse curto espaço de tempo ( que mais parece uma eternidade ) muitas coisas aconteceram. Não vou explorar muito, mas, houve os primeiros meses que passamos no hospital, houve sua vinda para casa e todas as minhas descobertas como derradeira mãe, houve toda a sua evolução e conquistas pessoais, enfim muitas coisas aconteceram ao longo desses seis meses. Mas se eu pudesse pontuar o que de mais importante aconteceu nessa linha do tempo foi observar, e sentir, o amor mais puro florescer entre mim e ela. Ok, pera! antes de você coçar a cabeça e lançar ” mas já não existia amor na gestação? “. É lógico que existia amor na gestação, mas sejamos sincera, todas as mães sabem que na gestação você ama o desconhecido, a esperança, o futuro. Toda a sua conexão com o bebê dentro da sua barriga é baseada em literatura e influência externas, raros ( mas existentes ) são os momentos verdadeiros que você consegue sentir a ligação entre mulher e feto.

Não sou médica, nem psicóloga, nem nada parecido, mas eu poderia dizer com base em experiência própria que a gestação é como a fundação ( arquitetonicamente falando ), a base pro relacionamento que estar por vim com o seu bebê. Uma gestação indesejada e sem afeto por parte da mãe pode gerar uma criança insegura com problemas de se relacionar até com a própria mãe. Já uma gestação constituída no amor mamãe-bebê terá como base uma estrutura sólida e firme para o relacionamento que estar por vir. No meu caso vou falar pra vocês, nem sempre foi fácil, principalmente no começo onde não havia certeza de muita coisa, onde eu tive que diversas vezes preparar o meu psicológico para o pior, me desapegando da gestação para que na pior das hipóteses eu não surtasse, porque sim eu senti diversas vezes medo de surtar, de ter problemas neurológicos sério e até mesmo um trauma pós parto.

Passado tudo isso, passado as diversas vezes em que eu chorei no pé da encubadora me perguntando se nunca iriamos superar aquela fase, se algum dia iriamos conseguir ser uma família normal e o porque da minha filha sofrer tanto chegou o grande dia em que todas as minhas perguntas foram respondidas, e sim! somos uma família normal ( na nossa concepção ) e tudo aquilo foram apenas provações e viemos para casa viver nossa vida em família como sempre sonhamos, todas as dores do passado ( pelo menos as físicas ) foram deixadas para trás e de repente vivemos em contos de fadas. Mas nesse último feriado apenas nesse último feriado que eu pude entender a profundidade de tudo isso que estou contando a vocês, quão palpável é o vínculo maternal que as pessoas tanto comentam, diferente da gravidez, eu pude perceber que é algo extra literário, é biológico.

Luna foi dormir pela primeira vez na casa dos avós paternos sozinha ( sem mim e Bruno ), e assim gente, eu amo meus sogros eles são as melhores pessoas são os melhores avós, enfim… não preciso entrar nesses méritos, a questão é, foi a primeira vez que vi minha filha como um ser separado e independente de mim e eu nunca imaginei que seria tão difícil viver dessa forma. Não consigo descrever pra vocês a minha angustia naquele momento, era mais que um vazio, era mais que a falta, é inexplicável. E tudo isso me fez pensar em muitas coisas, me fez pensar na minha mãe que está morando em outro estado, nas separações que ultrapassam a momentaneidade. Me faz pensar em todas as pessoas que tentam explicar a quão forte é o elo mãe e filho e como é quase impossível a outra pessoa entender, simplesmente por não existir nada parecido.

No outro dia quando fomos buscar nossa filha vivi uma experiência instintiva, eu me via cega, me via selvagem como se eu pudesse ser guiada apenas pelo cheiro da minha cria, eu senti vontade de aperta-la contra o meu peito, de coloca-la dentro da minha marsúpia ( mais conhecida como bolsa da mãe canguru ), de lamber a minha cria bem como uma leoa faz com seus filhotes. Foi incrível, se eu pudesse observar de fora diria que foi puro magnetismo, meu quebra cabeça tem três peças e uma delas estava precisando voltar para o seu lugar, hahaha. Que viagem né? O resto do dia foi assim, os três colados como nenhuma super bond seria capaz de copiar. Inclusive sentimos também a saudade da parte da Luna, conseguíamos sentir que apesar de não falar a Luna conseguia demonstrar a falta que ela sentiu da gente e que aquele vínculo não partia só de mim, mas dela também. E não há nada mais gratificante do que saber que você é tão importante na vida do seu filho quanto ele é na sua.

ESPECIAL DIA DAS MÃES: O QUE MINHA MÃE ME ENSINOU QUE VOU ENSINAR PARA MINHA FILHA

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Eu sempre me senti fora de contexto quando minha família se juntava, meu irmão sempre zoou comigo dizendo que eu era adotada e eu até acreditei várias vezes, como não acreditar? Eram todos tão diferentes de mim. A começar pela aparência física, minha mãe é uma mulata esbelta, cabelo cacheado, rosto fino, pele cor de âmbar. Eu nem sou #aloka da astrologia, mas acredito sim na influência dos signos na personalidade de cada pessoa, e parece ser ainda mais evidente quando olho pra dentro da minha família, deixa só eu te explicar a situação: Meu pai é do dia 03/03 e meu irmão também, minha mãe é do dia 17/03 e o meu padrasto também e eu sou de JUNHO. Ou seja, todos na minha casa são de peixes, eu sou a única de gêmeos. Eu acho todos eles muito parecidos, minha mãe e meu irmão parecem pensar igual, parecem compartilhar da mesma mente, quando eu sempre fui meio, diferente.

Mas isso aqui não é nenhum lamento, já me senti mais estranha em relação a isso, hoje vejo como as coisas funcionam e acho incrível todas essas nossas diferenças. Na verdade, eu quase que começo a me preparar pro que vem pela frente, a Luninha também é portadora de um signo forte, é de Sagitário, e eu já fico ansiosa pra saber como vai ser a personalidade dela, se vai ser mais ousada ou mais na dela, se vai ser mais falante, ou mais observadora, se vai ser caseira ou do mundo… Todas essas questões me assombram e me encantam ao mesmo tempo. E é aí que vem na minha mente, como ela conseguiu? Como ela conseguiu vencer todas essas diferenças e fazer de mim tudo o que sou hoje. Quanta paciência, quanta tolerância, quanto amor, dedicação, carinho, companheirismo… Com certeza ela teve que rebolar, com certeza teve que se reinventar diversas vezes pra acompanhar o meu ritmo e tentar entrar um pouquinho no mundo dessa filha que sempre foi tão mutável.

Ela me ensinou a ganhar o mundo, a ser independente, me ensinou que ninguém tem o direito de me dizer o que eu posso ou não posso fazer, e que quando a gente quer bem feito a gente tem que ir lá e fazer. Ela me ensinou que nada vem fácil, e que tudo que for bom requer esforço, Ela me ensinou a ver as pessoas como elas são e não pelo que elas tem, me ensinou que o que te define não são as suas roupas ou sapatos e sim como você trata as pessoas. Ela me ensinou que ser feminina não é um vestido ou uma unha, e que atitudes mudam o mundo mais do que palavras vazias. Ela nunca me ensinou a fazer um bolo ou rechear um lagarto, nunca me disse que ótima esposa eu seria se eu soubesse passar roupa ou desentupir o ralo. Ela sempre me disse que a base de um relacionamento é a confiança e a cumplicidade, é saber se doar pra receber, é saber se dedicar por amor a quem se ama. Talvez ela não tenha me ensinado o Teorema de Pitágoras, mas com certeza me ensinou a sair em busca das respostas.

Minha mãe me ensinou que respeito vem a cima de classe social, de gênero, de cor… E talvez ela não saiba mas, foi com ela que eu aprendi amar, foi com ela que eu aprendi a ser mãe, e por causa dela que eu tenho tanto medo do futuro, medo de não conseguir ser um terço do que ela é. Se alguém me perguntasse o que eu aprendi com a minha mãe que eu gostaria de ensinar pra Luna a resposta seria AMOR, eu quero ensinar a Luna amar da mesma forma que minha mãe me ensinou. Amar o mundo, amar a vida, amar minha família, amar meus amigos… Obrigada mamãe por ter esquecido de me ensinar a costurar e ter me ensinado o que realmente importa.

ESSE É UM POST DEDICADO A MULHER MAIS LINDA DO MUNDO, VALÉRIA CARDOSO, MINHA MAMÃE ❤

5 MITOS SOBRE SER MÃE AOS 20

Eae galera, hoje o Curtindo começa uma nova fase na sua vida. Não sei se vocês perceberam, mas nós nos tornamos .COM.BR!!! É isso mesmo! o blog agora tem domínio próprio e isso é muito legal, eu estou muito feliz e empolgada com as novidades que virão! Então agora ja sabem, quando quiserem acessar o blog, ou divulgar, não precisam mais soletrar w o r d p r e s s pra ninguem, basta www.curtindoavidaatres.com.br .

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Desde sempre na história da sociedade as pessoas metem o bedelho aonde não são chamadas, e muitas das vezes essas mesmas pessoas nunca nem se quer passaram pelo que você ta passando, na maioria das vezes é aí que surgem os MITOS. Pessoas que nunca passaram pela experiência de ser mãe, ou que já passaram e que generaliza a própria experiência como se tivessem o dever/direito de ditar o que é certo ou errado naquela situação.

Pensando nisso, com base na minha experiência, eu resolvi criar uma listinha com 5 MITOS SOBRE SER MÃE AOS 20, que pode ajudar muitas mulheres que assim como eu tinha muito medo de ser mãe antes dos 30 por diversos motivos que não fazem o menor sentido. Então vamos lá:

#01 VIDA SOCIAL

Eu tenho certeza que a primeira coisa que vem na cabeça de alguém que vai ser mãe/pai nessa idade é ” e a minha vida social? ” , ” e a minha liberdade? “. Definitivamente esse é um dos maiores mitos que assombram essa idade, afinal é aos 20 que as pessoas começam a se sentir mais adultas, é aos 20 que a sociedade começa encara-las não mais como uma adolescente inconsequente e sim como alguém que pode trilhar seu próprio caminho. Então, como abrir mão de toda essa ” liberdade “, de poder viajar, de poder sair com os amigos, por um filho? Muitas das vezes as pessoas que estão ao seu redor falam que você ” jogou sua vida no lixo ” por ter engravidado tão nova e que nunca mais vai ter a chance de viver tais momentos. E esse é o maior mito de todos os tempos, é claro que não vai ser fácil, ninguém nunca disse que seria, mas também não é esse bicho papão. No começo tudo sempre vai ser muito difícil, dizem que o primeiro ano é o mais crítico ( eu ainda estou passando por ele ). Mas é só uma fase, vai passar, as coisas vão se normalizar.

“Ah mas eu não tenho grana pra contratar babá ou alguma coisa assim e minha mãe ja disse que não vai cuidar de menino enquanto eu tiver em festa” – quase todas as pessoas do mundo

Dica de quem não tem babá e nem mãe por perto: traga a festa até você! Isso mesmo, eu e Bruno somos muito felizes com a vida que levamos, e mesmo a Luninha com 4 meses, poderia dizer que nossa vida é mais badalada do que de muita gente que conhecemos. Sempre fazemos no fim de semana alguns petiscos e colocamos umas músicas pra tocar e chamamos os amigos. As vezes é só nós três mesmo, e é maravilhoso! Quanto a viagens, também não tem porque não rolar, vai precisar de um planejamento maior por conta de uma criança, vai sim. Mas se você não  tiver ou não quiser gastar tanta grana, procure fazer pequenas viagens dentro do seu estado. Aqui em Manaus por exemplo existem diversos municípios turísticos que da pra ir de carro e de quebra levar a Luna pra entrar em contato com a natureza.

#02 VIDA PROFISSIONAL

Ser mãe é uma escolha, pessoal e intransferível. No cenário onde vivemos onde a mulher sempre é obrigada a escolher entre profissão e família, como se ambas não pudessem viver em conjunto, é muito importante saber o que deseja e ser firme na sua decisão. Pois realmente é muito difícil você pensar que vai ter que abrir mão de uma carreira por um filho, ou que vai acabar sofrendo profissionalmente por ter feito a sua escolha. Não posso falar por todas as áreas, não sou especialista, mas posso falar de mim. Nem toda gravides é complicada como a minha foi, diferente de mim que precisei parar no terceiro mês, muitas mulheres conseguem levar até o oitavo, e existem muitas leis que amparam a mulher na gravidez. Você precisa estar muito certa de quais são as suas prioridades, e ter alguém que lhe ajude nessa hora é muito importante, seja ela o pai da criança ou os avós pra que lhe deem apoio na hora que a licença acabar. Não é fácil ter que escolher entre sair pra trabalhar ou ficar em casa cuidando do pimpolho, as vezes um puxa uma necessidade maior que o outro. Mas se você não puder escolher, ou não quiser, dependendo da sua área dá sim pra conciliar os dois sem que você tenha que abrir mão de um ou de outro.

No meu caso eu consigo tranquilamente trabalhar de casa enquanto cuido da Luna. Mais uma vez, não é nada fácil e também não é como antes onde eu podia virar bicho na frente do computador sem me preocupar com nada. Agora mesmo, enquanto redijo esse texto ja parei algumas vezes pra amamentar e por a princesa pra dormir. Mas é possível sim, e se você tiver ajuda com as despesas de casa é melhor ainda, assim você pode trabalhar no ritmo que mais lhe conforta sem precisar se sacrificar tanto pra pagar as contas do fim do mês. Mais la na frente pretendo fazer um post pra mostrar pra vocês como eu e Bruno conciliamos família e trabalho, acho que pode ajudar muita gente entender que não é preciso escolher um ou outro.

#03 VIDA ACADÊMICA

Essa aqui eu ainda não posso falar por mim mesma, devido a tudo que a Luna passou achei que seria justo ficar com ela em casa nesse primeiro semestre, mas conheço várias pessoas da minha idade que se tornaram mãe e continuaram a faculdade belíssimas. Umas começaram logo após o primeiro semestre, outras esperaram o primeiro aninho e outras foram até o terceiro. Não importa quanto tempo você vai levar, o importante é você se sentir confortável com a ideia. O interessante a se observar é que quem precisa de segurança com o retorno da vida acadêmica é você e não o bebê. E não tem nada de errado você querer retomar a faculdade logo após ter tido o seu bebe, isso não lhe fará menos mãe e nem medirá o quanto você o ama. E também não fará de você uma acomodada se você decidir esperar alguns anos, mais importante que a presença da mãe é a felicidade que ela transmite ao filho. Uma mãe frustrada com certeza passará sentimentos ruins ao pequeno, tanto por estar em casa pensando que ta perdendo as aulas, quanto por estar nas aulas achando que está perdendo o tempo que poderia estar com o filho.

#04 VIDA AMOROSA

Gente, só uma pessoa muito mal amada pra dizer que com o nascimento de uma criança o amor entre um casal morre. Não faz o menor sentido, quando duas pessoas se amam o fruto desse amor é um motivo a mais pra paixão acontecer, e se por um acaso ela vim morrer é porque morreria de qualquer jeito, não tem nada haver com o nascimento do pimpolho. E mesmo assim, mesmo que um dos lados decida roer a corda, a vida continua. Pessoas legais surgirão pra preencher aquele sentimento, e o fato de você ter um filho com outra pessoa não define nada em um novo relacionamento. Acho que aqui a única coisa importante é saber preservar a criança, o que você faz da sua vida desrespeita apenas a você, entretanto ninguém, nem mesmo os pais, tem o direito de colocar uma criança em situação de risco.

#05 PERSONALIDADE

O ultimo MITO é aquele que diz que ser mãe é ser mãe, confuso? Deixa eu explicar, muito antigamente ser mãe significava ser únicamente exclusiva dos filhos. Significava que a mulher devia abrir mão de toda a sua vida pessoal em prol da prole, e gente, sério, PARA! A mulher não deixa e nem pode deixar de ser quem ela é porque teve um bebe, ela tem que continuar gostando do que gostava antes, fazendo o que fazia antes, sem medo de ser feliz. Por isso se você ainda tinha na mente que se tornar mãe aos 20 é abrir mão de sair com as amigas, ter um namorado, trabalhar com o que gosta ou se formar naquele curso que sempre almejou, APAGA! É um pensamento pré histórico de mais pra quem tem uma vida inteira pela frente.

É isso gente, espero que esse post faça diferença na vida das pessoas. Já sabem, se você gostou não deixe de curtir e compartilhar, assim você ajuda o blog crescer ainda mais. Beijos :**

A vida como ela é

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É muito legal quando você inicia a sua vida ” adulta ” ainda na juventude, quando você passa a ter controle das suas coisas e vida e tudo mais, você percebe que situações que antes você morria de medo como casamento, filhos, responsabilidades não é nada daquilo que foi pregado pra você a vida inteira. Na verdade é bem prazeroso e gratificante quando você consegue chegar nesse estágio, e eu não estou falando daquela velha ideia boba de que quando saímos da casa de nossos pais podemos fazer o que quisermos, como só comer besteira ou coisas assim. Porque de fato podemos, e é justamente aí que nos deparamos com a maior faceta da vida, que é fazer escolhas que nos acompanharão pro resto de nossas vidas. Mais louco ainda é quando você tem um filho e um pequeno estalo lhe ocorre e você percebe que todos os seus passos , ou a maioria deles, se parecem muito com os dos seus pais. Você começa a entender a vida como ela é.

A vida do lado daqui anda muito boa, com seus altos e baixos que são mais do que normais, conseguimos projetar exatamente aquilo que queremos pra nossa família, acho que estamos conseguindo proporcionar a Luna um ótimo começo de vida. Apesar de tudo pelo que ela passou, não somos ( e nem queremos ser ) aqueles pais que isolam os filhos do mundo. Muito pelo contrário, queremos que ela conheça bastante do que é viver, e ok que ainda está muito cedo pra falar disso, mas é exatamente assim que queremos que ela se sinta desde já, como se nada pudesse parar a vontade dela de viver. Os dias tem sido cada vez mais prazerosos, dividir todas essas experiências com o Bruno tem sido mais do que mágico, e juntos passarmos todos os nossos valores e sonhos pra nossa filha é maravilhoso.

Nossa casa ultimamente tem estado bastante cheia, se vocês souberem que mal tem onde as pessoas se sentarem, é de rir. Herdamos um sofá, com direito a comemoração, agora nossos convidados podem se espremer ao invés de terem que se sentar no chão. Mas sabe de uma coisa, acho que ninguém ligava, porque pouco foram os dias em que não tivemos visitas. Mais uma vez, é maravilhoso! Nesse sábado recebemos uma visita muito importante pro Bruno, um dos seus amigos mais antigos e ele disse que pela primeira vez na vida visitou um amigo recém pai antes do 1o ano de vida do pimpolho, e que Luna é muito importante pra ele. O que falar disso? Como o coração de uma mãe fica diante de uma situação dessa? Sabe, é inexplicável o sentimento quando você percebe que a sua filha é uma garota de sorte, uma garota que ainda nem sabe sobre a própria existência e é tão amada.

Feliz pascoaaa! atrasada mais uma vez, mas o que vale é que foi o primeiro da guerreirinha ( como é chamada por aí ) e foi lindo minha gente. A primeira vez que ela foi na casa da vóvó ( parte de pai ) e foi um dia verdadeiramente especial, pra não dizer singular. Afinal, apenas uma criança pra fazer uma vózinha, viciada em serviços domésticos, passar o dia inteirinho sentada e conversando, se divertindo como todos os outros dias deveriam ser. Só uma criança pra fazer um vôzinho introspectivo compartilhar um dia inteiro com tanta alegria e ousadia ( tu du du du tiz ). Esse é o efeito Luna.

Algumas leitoras e pessoas próximas vem me perguntando como anda a Luna pós hospital, em relação a sequelas e tudo mais. É muito muito simples, ela está 100%, sério gente. É até difícil de acreditar, mas a menina é feita de adamantium. É lógico que por precaução evitamos uma série de coisas, até mesmo estar saindo com ela pra lugares muito cheio e fechados ( como shoppings, por exemplo ). Mas na real ainda não houve nada que pudesse nos preocupar. Os médicos me alertaram quanto ao desenvolvimento dela, disseram que ela podia ter um pequeno retardo ( no desenvolvimento físico ) que os demais bebes da idade dela que nasceram a termo, mas ela é tão incrível que a única diferença dela pra um outro bebe de 3 meses é o peso. Até o tamanho dela é o mesmo, ela bem comprida.

De uns dias pra cá ela tem sorrido mais, basta ouvir a voz do pai ou mesmo eu brincando com ela pra ela abrir o sorriso banguelo mais lindo do mundo. E tem assistido bastante tv também, é muito engraçado vê-la entretida com algum desenho, faz a gente ver como ela tá crescendo e por incrível que pareça ta indo rápido de mais. Nós nos divertimos muito, e tem sido muito gostoso viver tudo isso.

Ah, eu ando um pouquinho viciada no snapchat hahaha, acho que é a rede social que eu mais tenho usado ultimamente. Lá eu tenho postado receitas, comentado programas, postado mil fotos e vídeos da Luna, fazendo e falado besteira adoidado. Segue lá ( dnise.c ) pra você ver mais do nosso dia a dia por aqui. Acho que é isso, é bom escrever por escrever, contar como as coisas estão e compartilhar minha alegria.

Ah! Atualizei o sobre e o anuncie aqui do blog, deem uma olhada lá também, lá tem todos os meus contatos e tudo mais. Beijos e até a próxima :**

Finalmente estamos em casa!

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Oieee, tudo bom? Eu e meus sumiços certo? Mas dessa vez foi por um ótimo motivo, já que: FINALMENTE ESTAMOS EM CASAAAAAAAA! HAHHAHA, e SIM! eu precisava de muitos “a’s” pra expressar o que eu to sentindo. Depois de sete meses pulando de um hospital pro outro, noites longe da minha filha, dias apreensivos por não saber o que vinha pela frente, finalmente estamos no aconchego do nosso lar.

Nem preciso dizer o quão feliz eu estou certo? Poder estar com a minha filha em casa, sã e salva, poder estar ao lado de Bruno e podermos dividir todos os momentos ao lado da nossa filha é maravilhoso! E agora sim posso dizer que estamos Curtindo a Vida a Três.

As coisas ainda andam meio atrapalhadas por aqui, as noites sempre são uma caixinha de surpresa, nunca sabemos qual noite que a Luna vai dormir bem e qual ela vai passar acordada. É tudo novo pra nós três, ela estanhou bastante o local na primeira noite e nós dois ainda estamos nos adaptando a essa nova rotina. Confesso que eu não tenho conseguido fazer muitas coisas além de estar com ela, ainda não consegui organizar uma rotina junto dela que seja estável. Mas apesar de noites mal dormidas, de nem sempre saber o que ela quer, tem sido tudo muito mágico, muito além do esperado.

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Luna saiu do hospital novinha em folha, sem precisar de nenhuma ajuda pra respirar nem nada, a única coisa que não saiu como queríamos foi a parte da alimentação. Devido o stress e o bom tempo sem estimular no seio, meu leite secou e não teve jeito. Luna teve que ir pra mamadeira, e tem tomado Pré-NAN. Em relação a isso, ja fiquei triste, ja fiquei frustrada, ja me conformei e ja superei. O importante é que ela está em casa e está sã e ganhando peso e estamos todos felizes para sempre.

É isso, se a nossa história fosse um conto, essa seria a hora do ” E eles viveram felizes para sempre “, o bom é que o blog pode proporcionar a todo mundo que torce pela gente, e gosta do blog a ver o que acontece depois do Happy End hahaha. E acho que essa vai ser a parte mais gostosa do blog, pois finalmente vou poder falar sobre a rotina de se ter um bebe em casa, sobre a vida a dois ( ou melhor, a três ) e tudo que há de mais legal nessa vida. Espero que não deixem de nos acompanhar, agradeço a cada um que junto ao blog fez corrente de boas vibrações pra Luna, tenho certeza que só podemos estar com ela em casa hoje por conta da quantidade de pessoas que torciam por ela. E não deixe de nos acompanhar.

Beijos e até a próxima :**